Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de junho de 2011

Biografia de Notorious B.I.G.

Christopher George Latore Wallace nasceu a 21 de Maio de 1972 e faleceu a 9 de Março de 1997, foi um rapper Americano. Era conhecido por Biggie Smalls (personagem do filme ‘Let’s Do It Again’, lançado em 1975); Big Poppa e The Black Frank White (personagem do filme de 1990, “Kings of New York’); mas era primariamente conhecido por The Notorious B.I.G.

Wallace foi criado em Brooklyn, Nova Iorque. Quando lançou o seu primeiro álbum em 1994, “Ready to Die”, Biggie tornou-se uma figura central na cena Hip Hop da costa este e aumentou a visibilidade de Nova Iorque numa altura onde os rappers da costa oeste estavam mais presentes no mainstream. Enquanto gravava o seu segundo álbum, Biggie esteve altamente envolvido na beef entre a costa este e a costa oeste.

Nascido no St. Mary's Hospital, Biggie foi criado nos bairros de Brooklyn. Filho de Voletta Wallace, professora jamaicana do ensino pré-escolar e de George Latore, um soldador e político também jamaicano. O seu pai deixou a família quando Biggie tinha dois anos, a sua mãe precisou de ter dois empregos para criar o filho. Biggie era uma excelente estudante, recebendo vários prémios como um estudante de inglês. Recebeu a alcunha de “Big” (“Grande”) devido ao seu tamanho quando fez 10 anos. Com 12 anos de idade começou a vender drogas. A sua mãe, que estava sempre no trabalho, não sabia que Big vendia drogas até ele se tornar adulto.

Como ele pediu, foi transferido para a escola católica Bishop Loughlin Memorial High School mas foi transferido novamente para a George Westinghouse Career and Technical Education High School onde Jay-Z, DMX e Busta Rhymes estudaram. De acordo com a sua mãe, Big continuava sendo um bom estudante, mas desenvolveu uma atitude de “malandro”, aos 17, deixou o ensino médio para se dedicar completamente ao mundo do crime. Em 1989, em Brooklyn, foi preso por posse de drogas e sentenciado a 5 anos de liberdade condicional, contudo, foi preso um ano depois por ter violado a liberdade condicional, mais tarde, também foi preso a Carolina do Norte por tráfico de crack onde passou nove meses atrás das grades até ser paga a fiança.

Wallace começou a fazer rap ainda adolescente. Ele rimava tanto para entreter pessoas nas ruas como para grupos locais como Old Gold Brothers e Techniques. Após ser libertado da prisão, lançou uma demo com o nome artístico de Biggie Smalls, uma referência para a sua alcunha de infância e para a sua estatura, o rapper media 1.91 e pesava entre 130 e 170 quilos de acordo com relatos. O registo foi feito sem nenhuma intenção séria de obter um contrato de gravação, mas foi promovida pelo DJ Mister Cee, que já trabalhou com Big Daddy Kane e com a edição da revista The Source, que ouviu a demo de Biggie.

Em Março de 1992, Biggie esteve na coluna “Unsigned Hype” da revista The Source, essa coluna dedicava-se a divulgar rappers, e foi convidado a participar numa demo com outros artistas sem contracto, o que não era muito vulgar na altura. A demo foi ouvida pelos gerentes da Uptown Records e pelo produtor Sean Combs, que marcou uma entrevista com Biggie, o que resultou imediatamente numa assinatura com a Uptown, logo, Big esteve presente numa faixa dos colegas de gravadora Heavy D & the Boyz' “A Buncha Niggas” (do álbum “Blue Funk”). Pouco tempo após assinar com Biggie, Sean Combs foi despedido da Uptown e começou uma nova gravadora, a Bad Boy Records, Biggie seguiu a jogada do seu novo patrão e sai da Uptown para assinar com a sua nova gravadora em 1992. A 8 de Agosto de 1993 a namorada de Biggie deu á luz a sua primeira filha chamada T'yanna. Biggie continuou a vender drogas para suportar financeiramente a sua filha, mas, assim que Combs descobriu, fez Biggie desistir.

Wallace ganhou mais reconhecimento quando apareceu no single “Real Love” de Mary J. Blige, nessa altura, após saber que o pseudónimo artístico “Biggie Smalls” já estava utilizado, passou a usar o nome The Notorious B.I.G, nome que ficou até ao fim da sua carreira

B.I.G continuou fazendo sucesso, participando em remixes de “Buddy X” de Neneh Cherry e de “Dolly My Baby” de Super Cat (Sean Combs também esteve presente). Em Abril de 1993, a sua faixa “Party and Bullshit” apareceu na trilha sonora do filme de comédia “Who’s the Man?” que conta com a participação de vários rappers conhecidos. Em Julho de 1994, Biggie colaborou com LL Cool J, Busta Rhymes e Craig Mack no remix de “Flava in Ya Ear”, faixa que chegou ao 9º lugar do Hot 100.

A 4 de Agosto de 1994, Biggie casa-se com a cantora Faith Evans após se conhecerem numa sessão fotográfica da Bad Boy. Quatro dias depois, o rapper obteve o seu primeiro sucesso comercial como artista solo, o single principal do seu futuro álbum, “Juicy/Unbelievable”, chegou á posição 27 no Billboard Hot 100.

“Ready to Die” foi lançado a 13 de Setembro de 1994, chegou ao 12º lugar na tabela da Billboard 200 e recebendo certificado de platina quatro vezes. O álbum foi lançado numa altura em que o Hip Hop da costa oeste estava tendo mais sucesso nas vendas americanas, a Rolling Stone comentou que Biggie “devolveu o foco ao rap da costa este quase sozinho”. Recebeu críticas positivas. Além do single principal, “Juicy”, o álbum contou com mais dois hits, o platinado “Big Poppa”, que chegou á primeira posição nas tabelas de rap americanas, e “One More Chance” com Faith Evans, o seu single mais vendido.
Em Agosto de 1995, o grupo protegido de Biggie, Junior M.A.F.I.A. (Junior Masters At Finding Intelligent Attitudes [Mestres Juniores Em Busca de Atitudes Inteligentes]) lançou o seu álbum de estreia, “Conspiracy”. O grupo consistia em amigos de infância e integrava rappers como Capone, Lil’ Kim ou Lil' Cease, que mais tarde também viriam a ter carreiras solo. O álbum foi ouro e os singles "Player's Anthem" e "Get Money", ambos com Biggie, foram ouro e platina. B.I.G continuou trabalhando com artistas R&B da Bad Boy, como 112 (na faixa “Only You”) e Total (na faixa “Can’t You See”), ambas chegaram ao top 20. No fim desse ano, Biggie foi o artista solo masculino que mais vendeu nas tabelas americanas. Em Julho de 1995, foi capa da revista The Source com a descrição. “O Rei de Nova Iorque Domina”, na entrega de prémios dessa mesma revista, o rapper foi nomeado Novo Melhor Artista (solo), Liricista do Ano, Melhor Performance do Ano e Álbum do Ano. Nos prémios da Billboard, foi nomeado Artista de Rap do Ano.

Foi nesse ano de sucesso que Biggie se envolveu na rivalidade entre as cenas Hip Hop das costas este e oeste, especificamente com Tupac Shakur, seu antigo colaborador. Numa entrevista para a Vibe em Abril de 1995, enquanto estava preso, Tupac acusou Andre Harrell, Sean Combs e Biggie de saberem de um ataque que resultou em vários dólares perdidos em jóias e baleamento de Tupac na noite do dia 30 de Novembro de 1994. Biggie e a sua comitiva estavam no mesmo estúdio, em Manhattan, contudo, o rapper negou, comentando: “Foi simplesmente uma coincidência eu estar nesse estúdio. Na altura, ele não podia dizer quem tinha realmente alguma coisa a ver com isso. Por isso, ele pôs a culpa em mim.”

Após sair da prisão Shakur assinou com a Death Row Records a 15 de Outubro de 1995 e foi o início de uma beef entre a Death Row e a Bad Boy.

Em Setembro de 1995 Biggie começou a gravar o seu segundo álbum, mas a gravação foi interrompida 18 meses devido a uma lesão, brigas jurídicas e á beef entre as costas em que estava envolvido. Durante esse tempo, Biggie conseguiu trabalhar com a estrela pop Michael Jackson para o seu álbum “HIStory”.

A 23 de Março de 1996, B.I.G. foi preso por perseguir e ameaçar de morte dois fãs que procuravam um autógrafo num clube em Manhattan. Ele se declarou culpado de perseguição em segundo grau e foi sentenciado a cem horas de serviço comunitário. Nesse mesmo ano, também foi preso em sua casa por posse de armas e de drogas.

Em Junho de 1996, Tupac e o seu grupo Outlawz lançam a famosa diss track “Hit ‘Em Up”, onde afirmou que teve relações sexuais com a mulher de Biggie e que este copiou o estilo de Pac, na faixa “Brooklyn’s Finest” de Jay-Z, Biggie rima: “Se a  Faye (Faith Evans, a sua mulher) tivesse gémeos, teria dois Pac’s, sacaram? 2Pac’s?”. Contudo, Biggie não respondeu mais ao ataque, afirmando que responder “não faz parte do meu estilo”.

A 7 de Setembro de 1996, Shakur foi baleado várias vezes em Las Vegas, morreria seis dias depois. Saíram rapidamente testemunhos do envolvimento de Biggie no homicídio de Tupac. Biggie negou as acusações, afirmando que estava num estúdio em Nova Iorque.

A 29 e Outubro de 1996, a sua mulher Faith Evans deu á luz o segundo filho, chamado Christopher "C.J." Wallace Jr. No mês seguinte, Lil’ Kim, dos Junior M.A.F.I.A. lançou o seu álbum de estreia, “Hard Core” com a ajuda de Biggie, ambos tiveram um romance que resultou na gravidez de Kim, mas esta decidiu abortar.

Durante as sessões de gravação do seu segundo álbum, que inicialmente chamava-se "Life After Death... 'Til Death Do Us Part", mais tarde encurtado para “Life After Death”, Biggie esteve envolvido num acidente de carro que partiu a sua perna esquerda e deixou-o numa cadeira de rodas, após a recuperação, Biggie foi obrigado a andar de bengala

Em Janeiro de 1997, Biggie teve de pagar 41.000 dólares devido a um incidente onde, supostamente, Biggie e os seus amigos atacaram um homem num concerto. Também teve de enfrentar acusações por roubo, que foram mais tarde retiradas. Após esses incidentes, Biggie afirmou focar-se na “paz mental” e que “a minha mãe, o meu filho, a minha filha, a minha mulher e os meus amigos são o que me interessa agora.”

Biggie viajou para a Califórnia em Fevereiro de 1997 para promover o seu próximo álbum e para gravar o vídeo clipe do seu single principal, “Hypnotize". A 5 de Março de 1997, deu uma entrevista onde disse que tinha contratado seguranças pessoais devido a ser uma celebridade geral, não só um rapper. O “Life After Death” estava programado para sair a 25 de Março de 1997. A 8 de Janeiro de 1997, B.I.G. e Sean “Puffy” Combs gravaram o vídeo clipe “What’s Beef”, dirigido por Dave Meyers.  A 8 de Março do mesmo ano, esteve presente no 11º Annual Soul Train Music em Los Angeles onde foi vaiado por algumas pessoas do público. Depois da cerimónia, foi para uma festa organizada pela revista Vibe também em Los Angeles, outros convidados incluíam Faith Evans, Aaliyah, Sean Combs e membros dos gangues Crips e Bloods.

Já á meia-noite e meio, Biggie deixou a sua comitiva para voltar para o hotel depois de a festa onde estava ter sido encerrada por haver muita gente. Biggie ia num GMC Suburban no lugar da frente com os associados Gregory "G-Money" Young ao volante, e Damion "D-Roc" Butler e o membro do Junior M.A.F.I.A. Lil’ Cease no banco traseiro. Sean Combs viajou noutro veículo com três seguranças. Á s 12:45 da noite, as ruas estavam cheias com as pessoas que saíram do evento. O veículo de Biggie parou num sinal vermelho com um Chevrolet Impala SS preto ao lado, o passageiro, que era um homem afro-americano com um fato azul e gravata. Baixou a janela, puxou de uma 9 milímetros e disparou contra o veículo de Biggie acertando-lhe quatro vezes no peito, o rapper não resistiu e foi declarado morto á 1:15.

O seu homicídio continua ainda sem culpado, contudo existem muitas teorias que retractam a identidade e o motivo do homicida. Imediatamente a seguir ao homicídio, saem relatos ligando as mortes de Biggie e Tupac devido às semelhanças entre os métodos.

Cinquenta dias após a sua morte, o seu segundo álbum foi lançado, o “Life After Death” chegou a 1º lugar nas tabelas da Billboard após estrear na 176ª posição. O álbum conta com muito mais presenças convidadas e produtores do que o álbum anterior. Obteve críticas positivas e, em 2000, recebeu o notável certificado de diamante


O seu single principal, “Hypnotize”, foi o último vídeo musical em que Biggie participou. O seu maior sucesso comercial foi o outro single “Mo Money Mo Problems" com Sean Combs (com o nome artístico Puff Daddy) e Mase.  Ambos chegar ao primeiro lugar no Hot 100, fazendo de Biggie o primeiro artista a conseguir o feito de ter dois singles nº1 após falecer. O vídeo do terceiro single, “Sky’s The Limit”, com a banda 112 foi dirigido por Spike Jonze. Em Dezembro de 1997, o rapper foi nomeado Artista do Ano e o som "Hypnotize" Single do Ano pela revista Spin em Dezembro de 1997.

No mesmo ano, Combs lançou o seu álbum de estreia, “No Way Out”, que conta com Biggie em cinco músicas inclusiva no terceiro single, “Victory”. Outro single do álbum foi "I'll Be Missing You" com Sean Combs, Faith Evans e 112, o som foi dedicado á memória de Biggie. Nos Grammy Awards de 1998, o álbum “Life After Death” foi nomeado na categoria de melhor álbum de rap, mas o álbum de Combs, “No Way Out”, venceu. A categoria de Melhor Performance de Rap por um Dueto ou Grupo foi vencida por "I'll Be Missing You.

É dito que Biggie formou um supergrupo de Hip Hop chamado The Commission, que consistia nele próprio, Jay-Z, Lil' Cease, Combs e Charli Baltimore.

Em Dezembro de 1999 a Bad Boy lança o álbum “Born Again” que conta com material nunca lançado de Biggie com presenças de outros rappers com quem nunca tinha trabalhado. Recebeu críticas positivas, a revista Source descreveu o trabalho como “compilação de algumas das colaborações mais estranhas da sua carreira”. O álbum vendeu 3 milhões de unidades.


Os vocais de Biggie Smalls iriam aparecer nas faixas "Foolish" de Ashanti e "Realest Niggas" em 2002, no ano seguinte, também aparece no som "Runnin' (Dying to Live)" com Tupac. Também apareceu no álbum de Michael Jackson, “Invincible” no som "Unbreakable". Em 2005, sai o seu último álbum póstumo, “Duets: The Final Chapter” que foi criticado por ter poucos vocais de Biggie. Tanto a sua mãe como Diddy declararam que seria o seu último álbum.


B.I.G. foi conhecido pelo seu “flow livre e fácil”, letras autobiográficas negras e pela sua habilidade em contar a história. Desde a sua morte, foram lançados dois álbuns. A MTV qualificou-o como o 3º melhor MC de sempre. Vendeu 17 milhões de unidades nos Estados Unidos. O site Top5list qualificou Biggie na categoria de melhores rappers de sempre como 4º , á frente, só ficaram Tupac, Eminem e Jay-Z. Biggie é considerado por muitos um dos melhores rappers de sempre, é descrito pela Allmusic como “O salvador do Hip Hop da costa este”. A revista Source nomeou Biggie o melhor rapper de todos os tempos. Em 2003, quando a revista XXL perguntou a vários artistas de Hip Hop quais eram os seus cinco rappers favoritos, o nome de Biggie foi o que apareceu em mais listas.

Desde a sua morte, as suas letras foram sampleadas e citadas por um variadade de artostas de Hip Hop, Pop e R&B como Jay-Z, 50 Cent, Alicia Keys, Fat Joe, Nelly, Ja Rule, Eminem, Lil Wayne, Game, Clinton Sparks, Michael Jackson ou Usher. Vários tributos foram feitos ao rapper em várias cerimónias.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Biografia de Jam-Master Jay

Jason William Mizell nasceu a 21 de Janeiro de 1965 e morreu a 30 de Outubro de 2002, mais conhecido por Jam-Master Jay, foi um rapper e músico americano, mais conhecido por ter sido o DJ do influente grupo Rund-D.M.C., Jay ajudou a definir o som e o estilo de marca da banda que consistia em chapéus pretos e ténis da Adidas. Durante os anos 80, os Run-D.M.C tornaram-se o maior grupo de Hip Hop e colocaram o Hip Hop dentro da música mainstream.

Jay nasceu em Brooklyn, Nova Iorque. Aos 3 anos de idade ele começou a tocar trompete, baixo, guitarra e bateria, entrou em várias bandas antes de descobrir que a sua paixão eram os toca-discos. Em 1975, muda-se com a sua família para Hollis, Queens onde ele descobre o toca-discos, aos 13 anos Jay aprende a ser DJ, coisa que aprendeu rapidamente devido á sua experiência na música. Jay entendeu que era bom o suficiente para tocar em público, começou a tocar em parques e, mais tarde, em bares. Também lançou pequenas festas na sua área. Melhorou rapidamente quando recebeu um par de Technics 1200s, á noite, quando era suposto dormir, ele treinava usando headphones.

Jay tornou-se DJ porque “simplesmente, queria fazer parte de uma banda”. Antes de se juntar aos Run-D.M.C. ele tocou baixo e bateria em várias bandas de garagem. Em 1982, ele conheceu Joseph "Run" Simmons e Darryl "D.M.C." McDaniels logo após se graduarem nos ensino médio. Concordou ser o DJ do grupo, no álbum “Raising Hell”, Jay tocou teclado, baixo e bateria além do seu trabalho nos toca-discos. Jam-Master Jay viveu para sempre em Hollis.



Em 1989, Jay fundou a sua própria gravadora, chamada Jam Master Jay Records, que obteve grande sucesso em 1993 com o lançamento da banda Onyx. Também conheceu Chuck D e o co-fundador da Def Jam, Rick Rubin. Após obter algum sucesso, Jay alterou o seu nome artístico para Jay Gambulos para evitar atrair atenção de público indesejado. Jay também se afiliou aos Mizell Brothers, uma equipa de produtores composta por Gary Bartz e Johnny "Hammond" Smith.

Em 2002, Jay funda a 'Scratch DJ Academy' em Manhattan com o objectivo de “fornecer uma educação incomparável e dar acesso a formas de artes de DJ’s e produtores.”

Jay viria a sobreviver a um acidente de carro e a um tiroteio onde sai ferido na perna.

Ás 19:30h do dia 30 de Outubro de 2002, Jay foi alvejado e assassinado no estúdio Merrick Boulevard em Queens. A outra pessoa presente no estúdio era Urieco Rincon, de 25 anos, foi alvejado no tornozelo e sobreviveu.

Em Abril de 2007, procuradores federais nomearam Ronal “Tenad” Washington como cúmplice no homicídio. Washington também é suspeito do homicídio de Randy "Stretch" Walker, associado do também falecido Tupac Shakur, em 1995. De acordo com a acusação, Washington “apontou a sua arma aos presentes no estúdio, ordenou-lhes que se deitassem no chão e forneceu cobertura para o seu associado alvejar e matar Jason Mizell". O traficante de droga Kenneth "Supreme" McGriff também foi suspeito.

Jam-Master Jay deixou a melhor e três filhos.

A influência de Jay deu fortes bases para o Hip Hop actual, é mesmo relatado que tornou possível a existência do gangsta rap em Los Angeles. Também teve influência no rock moderno, como nos Rage Against The Machine, Tom Morello, Mike Shinoda e DJ Mr. Hahn. DJ Hahn declarou: “Esta é uma perda trágica para a comunidade musical. Jam-Master Jay não só foi um pioneiro e ícone na música Hip Hop mas também foi uma grande influência para mim, musicalmente.” Shinoda adicionou: “Na sombra desta tragédia, eu espero que nos possamos relembrar das conquistas inovadoras e as contribuições para a música e cultura Hip Hop por parte de Jam-Master Jay”.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Biografia de Guru



Keith Edward Elam, nasceu a 17 de Julho e morreu a 19 de Abril de 2010, foi um rapper americano mais conhecido por Guru membro da conhecida dupla de Hip Hop, Gang Starr, com DJ Premier. Nasceu no bairro Roxbury em Boston, Massachusetts. O nome “Guru” é uma sigla de Gifted Unlimited Rhymes Universal (Rimas dotadas, ilimitadas e universais). Guru também era conhecido por dar a voz ao personagem 8-Ball nos jogos Grand Theft Auto III e Grand Theft Auto: Liberty City Stories.

O seu pai, Harry, era juiz e a sua mãe, Barbara, era vice-directora das bibliotecas de Boston. Guru frequentou estudos médios em Massachusetts e graduou-se em administração de negócios em Atlanta, no entanto, deixou os estudos devido á carreira no Hip Hop, Guru também trabalhou brevemente em serviços sociais.

Guru, que entrou no rap sob o pseudónimo de MC Keithy E, fundou o Gang Starr em 1987 lançando 3 faixas produzidas por Mark the 45 King pela Wild Pitch Records, essas músicas receberam pouca atenção. Após uma reestruturação, o grupo passou a contar com o rapper Guru e com o produtor DJ Premier. O grupo lançou o seu primeiro LP “No More Mr. Nice Guy” em 1989, apesar do sucesso na crítica, este álbum ficou ofuscado pelos futuros devido a não ter letras de cariz social ou político. Desde 1989 até 2003, o grupo lançou seis álbuns aclamados pela crítica, dois deles, chegando a certificado de ouro.
Gang Starr - DJ Premier á esquerda e Guru á direita
Em 1993, Guru lançou o primeiro numa série de quatro álbuns solo, apesar de continuar membro do Gang Starr, “Jazzmatazz, Vol. 1”, este álbum de género Jazz Rap e Hip Hop Alternativo, contou com doze faixas e colaborações de Donald Byrd, N'Dea Davenport, MC Solaar e Roy Ayers e recebeu críticas positivas.



Em 1994, Guru apareceu na compilação da Red Hot Organization “Stolen Moments: Red Hot + Cool”, este álbum tinha como objectivo angariar fundos para ajudar fundações que tratam a AIDS/HIV dentro das comunidades afro-americanas, recebeu o premio de “Melhor Álbum do Ano” pela revista Time.

Em relação ao projecto “Jazzmatazz”, Guru comentou: “Voltando a 94 quando surgi com o conceito do ‘Jazzmatazz’, fui noticiado de como bastantes caras estavam escavando e sampleando pedaços de jazz para fazer uma faixa de Hip Hop. Mas eu pensava que seria bom, eu queria partir para o próximo nível e criar um novo género ao juntar-me a esses caras e ir samplear para o estúdio, construindo batidas de Hip Hop e juntando a alguns dos melhores cantores da altura. Sabe? A coisa foi toda experimental mas eu sabia que era uma ideia que iria espalhar alguma música histórica.”

O seu segundo LP da série, “Jazzmatazz, Vol. 2: The New Reality” conta com 20 faixas. Os colaboradores incluem Freddie Hubbard, Donald Byrd, Ramsey Lewis, Kool Keith, Patra e Jamiroquai, assim como outras personalidades notáveis como Branford Marsalis, Courtney Pine, e Ronny Jordan. O álbum foi lançado pela Chrysalis em 1995.


O seu terceiro LP, lançado em 2000, chama-se “Jazzmatazz, Vol. 3: Streetsoul”, este álbum foi uma mistura de Hip Hop, Soul e Jazz. Contou com a participação de Amel Larrieux, Angie Stone, Bilal, Craig David, Donell Jones, Erykah Badu e The Roots. O álbum teve menos impacto do que os dois anteriores.

O primeiro álbum solo de Guru, além do projecto “Jazzmatazz”, chama-se “Baldhead Slick & da Click” e foi lançado em 2001 com críticas fracas. O álbum chegou ao 22º lugar nos gráficos da Billboard R&B/Hip Hop. Em 2005, Guru lança “Version 7.0: The Street Scriptures” pela sua gravadora, 7 Grand Records. Foi totalmente produzido por Solar. Chegou ao 54º lugar na Billboard R&B.
 
O capítulo final da série de Guru chama-se “Guru's Jazzmatazz, Vol. 4: The Hip Hop Jazz Messenger: Back to the Future” e é lançado em Junho de 2007, e o “Guru 8.0: Lost And Found” foi lançado a 19 de Maio de 2009. Um novo álbum do grupo Gang Starr estava planeado mas nunca chegou a ser trabalhado devido á morte de Guru, o último álbum do grupo foi lançado em 2003.


Em 28 de Fevereiro de 2010, Guru teve uma paragem cardíaca, foi socorrido pelos seus pais, três irmãos e um filho chamado Keith Casim e, após a cirurgia, entrou em coma. Foi alegado que Guru acordou brevemente do seu coma mas morreu em 19 de Abril de 2010, com a idade de 48, de câncer (cancro). 

Solar afirmou que Guru chegou a acordar do seu coma, contudo, DJ Premier e membros da família do rapper declararam que nunca chegou a recuperar a consciência. A família de Guru declarou que Solar evitou que eles contactassem com Guru durante a fase final da sua doença. Numa entrevista, Solar afirma que tudo o que ele disse é verdade e que tudo o que fez foi para proteger Guru.

Vários tributos foram feitos pela sua família e pelo seu companheiro no Gang Starr, DJ Premier, contudo, Guru não foi mencionado na retrospectiva anual de músicos que falecera, e, 2011 durante a apresentação dos Grammy.

terça-feira, 22 de março de 2011

Biografia de Nate Dogg


 

Nathaniel Dwayne Hale mais conhecido por Nate Dogg foi um rapper americano que nasceu a 19 de Agosto de 1969 e morreu a 15 de Março de 2011.

Nate Dogg nasceu em Long Beach, Califórnia. Começou a cantar desde criança em várias igrejas em Long Beach e no Mississippi onde o seu pai era pastor. Com 16 anos deixou o ensino médio e saiu de casa para se alistar no corpo da marinha americana, servindo por três anos.

Foi amigo pessoal e colaborador de vários artistas no jogo do rap como Warren G, RBX, Daz Dillinger e os seus primos Butch Cassidy, Snoop Dogg e Lil' ½ Dead. Nate, Snoop e Warren G formaram o grupo 213, que gravaram uma demo na parte detrás de uma loja de discos em Long Beach, cerca de 1991. A demo foi ouvida por Dr. Dre numa festa, que ficou impressionado, sobretudo com a voz emotiva de Nate Dogg.

Nate estreou-se no álbum de Dr. Dre, “The Chronic”, cantando numa maneira que se tornaria o seu estilo pessoal, foi bem recebido pelo público e pela crítica, o que o levou a assinar pela Death Row Records de Suge Knight em 1993, no mesmo ano, esteve na faixa "Indosmoke" com Warren G e Mista Grimm. Em 1994, Nate lançar o seu primeiro single que virou hit “Regulate” com Warren G. Nate participou em vários lançamentos do rapper Tupac como na faixa onde também produziu em conjunto com Nate Dogg, "How Long Will They Mourn Me?" do álbum “Thug Life: Volume 1”. A 21 de Julho de 1998, após tempos difíceis na Death Row Records, lança o álbum de 16 faixas “G-Funk Classics Vol. 1 & 2”, que conta com participações de Tupac, Snoop Dogg, Kurupt, Butch Cassidy ou Daz Dillinger, o álbum é marcado pelo West Coast Hip Hop, R&B e G-funk.


Em 2001, Nate lança o seu segundo álbum, “Music & Me” pela Elektra Records. Verificaram-se boas críticas e sucesso comercial. O single “I Got Love” com Fabolous, Kurupt e B.R.E.T.T. chegou ao lugar 33 da Rhythmic Top 40. O álbum conta com a participação de Dr. Dre, Xzibit, Kurupt, Fabolous, Ludacris, Pharoahe Monch, Snoop Dogg, Tha Eastsidaz, Jermaine Dupri, B.R.E.T.T., e Lil' Mo; estes convidados mudaram um pouco o género do álbum que passou de R&B para Hip Hop. O álbum vendeu cerca de 400.000 unidades.


Em 2002, Nate apareceu num episódio da série “The Weakest Link” chegando até aos últimos três antes de ser eliminado por Xzibit e Young MC. Em Abril do mesmo ano foi preso no Arizona, acusado de posse de droga e armas. Confessou-se culpado em Maio de 2002 e foi condenado a serviço comunitário e liberdade condicionada além de ter que frequentar sessões de aconselhamento sobre drogas.

Até 2004, já Nate estava presente em mais 40 singles de topo, como o "Area Codes" com Ludacris. A 17 de Agosto do mesmo ano, o grupo 213 lança o álbum de 20 faixas produzido por Fredwreck, Hi-Tek, Quaze, B Sharp, Tha Chill, Kanye West, DJ Pooh, Nottz, Josef, Lil' Half Dead, Niggaracci, Terrace Martin, Marlon Williams, Michael Angelo, J-Hen, Missy Elliott, Jelly Roll. O álbum conta com uma aparição do comediante Dave Chappelle na 13ª faixa, “Rick James (interlude)”.


A 3 de Junho de 2008 é lançado o auto-intitulado “Nate Dogg” pela Affiliated Entertainment Group, o álbum era para sair a Abril de 2004 pela Elektra Records mas foi sempre adiado. O álbum conta com participações de Redman, Xzibit , Snoop Dogg, Armed Robbery, DJ Quik, Fabolous, Lil' Mo, Icarus, Memphis Bleek, Freeway, Young Chris, Timbaland , Ms. Jade, Warren G e Knoc-Turn'al e com produções de Rockwilder, Hi-Tek, Bink, DJ Quik, Timbaland, Scott Storch, Damizza, Ric Rude. Foi o seu último álbum.


Nate Dogg morreu a 15 de Maio de 2011 em Long Beach de insuficiência cardíaca congestiva em conjunto com complicações relacionadas com derrames anteriores. Foram-lhe feitos vários tributos e lembranças de antigos colaboradores como Ludacris, Game, 50 Cent, Snoop Dogg, Daz Dillinger, Xzibit, Erykah Badu, Murs, Big Pooh, Big Syke, Fabolous, Shade Sheist, Knoc-Turn'al, Ice-T, Warren G, Eminem, Lupe Fiasco, Big Boi e DJ Premier. Game lançou o som "All Doggs Go to Heaven (R.I.P. Nate Dogg)" 48 horas após a sua morte, a música contem vocais de sons anteriores em que Nate participou.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Biografia de Big L



Lamont Coleman, que nasceu a 30 de Maio de 1974 foi um rapper Americano também conhecido por Big L, após sair do underground, este rapper contribuíu significativamente para a cena musical de Nova Iorque no fim dos anos noventa. Faleceu a 15 de Fevereiro de 1999 quando foi alvejado.

Big L nasceu no Harlem e cresceu com outro rapper, Cam’ron (na altura conhecido como “Killa Cam”). L começou a rimar em 1990 e a sua primeira aparição profissional foi em 1992 no “Party Over Here” de Lord Finesse, a música foi um remix de “Yes, You May”. Por esta altura, L também se juntou ao grupo de Lord Finesse originário do Bronx Diggin' in the Crates Crew. Big L também fundou o grupo Children of the Corn com os MC’s Killa Cam, Murda Mase, Bloodshed e com Darll "Digga" Branch na produção, o grupo vinha a perder Big L (1999) e Bloodshed que morreu em 1997 no acidente de carro.

Em 1993 Big L assinou com a Columbia Records e lançou o seu primeiro single “Devil’s Son”. Em Março de 1995, L lança o seu álbum de estreia, “Lifestylez ov da Poor & Dangerous” com participações como Jay-Z, Kid Capri, Lord Finesse ou Cam’ron, os dois singles, “M.V.P” e “Put It On” chegaram ao Top-25 da Hot Rap Tracks e o álbum, aclamado na cena underground pelas suas metáforas e punchlines bastante célebres, também chegou á Billboard 200, mas devido ao seu fraco estatuto comercial, Big L saiu da Columbia Records.



Desde 1997 para 1999, Big L trabalhou no seu segundo álbum, desta vez, pela sua própria gravadora, Flamboyant Entertainment. Em 1998, lança o aclamado single “Ebonics” e aparece no primeiro single do D.I.T.C, "Dignified Soldiers".

Em Agosto de 2000, é lançado o “The Big Picture”, o álbum era para ser lançado em 1999, mas devido ao seu homicídio, o álbum foi adiado para 1 de Agosto de 2000. Contou com participações de Fat Joe, Guru do Gang Starr, Kool G Rap, Biggie, Tupac ou Big Daddy Kane, recebeu certificado de ouro pela RIAA.

Jay-Z disse que Big L poderia assinar com a Roc-A-Fella, mas foi assassinado na semana anterior. “The Big Picture” foi o último álbum de Big L antes de ser assassinado. As faixas foram juntas pelo seu manager e parceiro na Flamboyant Entertainment, Kich King. Contém sons que Big L gravou e gravações em acappella que nunca foram usadas, o álbum foi completado por produtores e outros rappers que Big L respeitava ou trabalhou antes. Um mês depois, o álbum recebeu certificado de ouro.

 Dia 15 de Fevereiro de 1999, ás 8:30 da manhã, Big L foi baleado nove vezes e morreu no seu próprio bairro. Na altura da sua morte, o irmão de Big L estava na prisão por porte de drogas. “Há uma boa possibilidade de ter sido uma retaliação por algo que o irmão de Big L fez, ou o Woodley tenha acreditado que fez” falou o porta-voz da polícia de Nova Iorque, Woodley foi um suspeito da sua morte que foi mais tarde libertado fazendo com que o caso continue sem culpado.
Leroy Phinazee também conhecido por “Big Lee” foi assassinado no mesmo bairro em 2002. Antes de sua morte, Phinazee estava aparentemente procurando informações sobre a morte de Big L.


Segundo um programa de rádio americano: “A comunidade de Hip Hop underground foi abalada pela perda de uma figura adorada na semana passada. Na tarde de 15 de Fevereiro, Lamont Coleman, conhecido pelos fãs por Big L, foi encontrado morto no seu bairro no Harlem. A policia encontrou o seu corpo num edifício na West 139th Street com ferimentos de bala fatais na cabeça e no peito. Os detectives recusaram comentar o caso até as investigações estarem completas, mas foram recentemente publicados relatos dizendo que não há suspeitos nem motivos até agora. Coleman, de 24 anos, junta-se a uma trágica sucessão de rappers de Nova Iorque, incluindo o associado do Tribe Called Quest, Kid Hood e o fundador da Boogie Down Productions founder, Scott LaRock, assim como Stack Bundles, cujas carreiras promissoras foram encurtadas pela violência”.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Biografia de Big Punisher


Christopher Rios nasceu a 10 de Novembro de 1971 e morreu a 7 de Fevereiro de 2000, foi um rapper porto-riquenho conhecido por Big Punisher ou pela abreviação Big Pun que emergiu da cena underground no Bronx pelo fim dos anos 90. A sua primeira aparição verificou-se na faixa “Watch Out” no segundo álbum de Fat Joe “Jealous One’s Envy” lançado em 1995, a carreira de Pun foi encurtada pois este morreu em 2000 vítima de ataque cardíaco.

Rios cresceu no bairro nova-iorquino de South Bronx e é descendente de porto-riquenhos. Por todos os membros da família de Pun, seus primeiros anos foram muito difíceis, Pun teve que passar pelo abuso de drogas de sua mãe, a morte de seu pai e um padrasto que foi muito duro para ele. De acordo com a sua avó, Pun sentia-se com raiva e tinha um comportamento auto-destrutivo fazendo furos nas paredes do apartamento da sua família. Ele usou jogos de vídeo como uma saída para sua frustração. O seu jogo preferido era “Bad Dudes”. Rios saiu de casa e abandonou a escola, permanecendo sem-abrigo por alguns tempos, vivendo em edifícios abandonados ou em casa de amigos.

Nos anos 80, já Big Pun fazia rap, nesta altura, Punisher usava o pseudónimo Big Moon Dawg. Em 1995 conheceu outro rapper porto-riquenho, Fat Joe e fez a sua estreia comercial no segundo álbum de Joe “Jealous One Envy”, mais tarde, Pun lança o single “I’m not a Player” que se tornou um hit underground.

Fat Joe em cima, Big Pun em baixo
Em 1997, Big Punisher surpreendeu-se pelo trabalho do produtor Knobody e contrata-o para fazer o remix do seu primeiro single, esse remix contava com a participação de Fat Joe e chama-se “Still Not a Player” e foi o seu primeiro grande sucesso a nível mainstream. Em 1998, Punisher lança o seu álbum de estreia, “Capital Punishment” que foi o primeiro álbum de um rapper latino a ser platina, chegando ao 5º lugar na Billboard 200. Este álbum foi nomeado para um Grammy mas perdeu para o “Vol. 2: Hard Knock Life” de Jay-Z.

Em 1999, Pun torna-se membro do Terror Squad, um grupo baseado em Nova Iorque fundado por Fat Joe, que lançou o seu primeiro álbum intitulado “The Album”. Neste mesmo ano, Pun aparece no filme de Albert Pyun, “Urban Menace” ao lado do seu colega de grupo, Fat Joe.

Excluindo na adolescência, Big Punisher sempre lutou com o seu peso, nos anos 90 já Pun era considerado obeso mórbido, devido a isso, entrou num programa de perda de peso na Carolina do Norte na qual perdeu cerca de 35 quilos, mas ele desistiu do programa antes de o acabar, regressando a Nova Iorque e ganhando o peso que teria perdido. A 7 de Fevereiro de 2000, Pun sofreu um ataque cardíaco fatal e insuficiência respiratória enquanto estava temporariamente hospedado com a família no Crowne Plaza Hotel em Nova Iorque. Pun foi declarado morto no hospital após os paramédicos não terem conseguido reanimá-lo. Big Pun estava no seu peso máximo na altura de sua morte, pesando cerca de 315 quilos.

O seu segundo álbum, “Yeeeah Baby” foi completo após a sua morte foi lançado em Abril de 2000 e chegou á terceira posição nas tabelas de vendas da Billboard e recebendo certificado de ouro três meses após o lançamento. Uma compilação chamada “Endangered Species” foi lançada a 2001 com alguns dos maiores sons, material não lançado, participações e remixes de Big Punisher. Assim como os outros álbuns de Pun, este chegou a estar entro os dez melhores da Billboard, ficando em 7º lugar apesar de não ter vendido tanto como os álbuns anteriores.



Big Punisher apareceu no álbum de Fat Joe “Duets: The Final Chapter” álbum tambem com participação de Notorious B.I.G, também falecido. A faixa “Get Your Grind On” começa com uma entrevista de rádio onde Pun disse que iria fazer um dueto com Biggie nas portas do paraíso. Punisher também esteve presente na faixa “Bring 'Em Back” com Big L no álbum dos Terror Squad, “True Story”.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Biografia de Easy-E


Eric Lynn Wright nasceu a 7 de Setembro de 1963 em Compton, Califórnia, zona notória pela violência e actividade de gangs, e faleceu em 26 de Março de 1995, foi um rapper americano mais conhecido por Easy-E e integrante do conhecido grupo N.W.A. Os pais de Easy são Richard e Kathie Wright. O seu pai era carteiro e a mão era administradora de uma escola primária. Easy abandonou a escola no oitavo ano e sustentava-se com a venda de droga. Ele também foi membro dos Kelly Park Compton Crips durante sua adolescência e associou-se abertamente com outros Crips. Mais tarde, ele recebeu um diploma equivalente ao ensino médio.

Em 1986, com 23 anos, foi estimado que Easy ganhou cerca de 250.000 dólares provenientes da venda de drogas. Contudo, ele decidiu que podia ter melhor qualidade de vida entrando na cena Hip Hop de Los Angeles, que ganhou popularidade rapidamente. Ele começou a gravar sons durante os anos 80 na garagem dos seus pais. Em 1987, Easy usou os lucros das vendas de droga para co-fundar a Ruthless Records com Jerry Heller. Quando assinaram pela Ruthless, Dr. Dre e Ice Cube escreveram Boyz-N-the Hood”, Eazy-E formou o grupo NWA, abreviatura de Niggas With Attitude com Dr. Dre e Ice Cube; DJ Yella, MC Ren e Arabian Prince foram adicionados mais tarde
 

A 6 de Novembro de 1987 o grupo lança a compilação “N.W.A and the Posse” que consegue o certificado de ouro nos Estados Unidos, a compilação conta com a colaboração de outro grupo da West Coast, Fila Fresh Crew. O álbum de estreia do grupo foi lançado a 8 de Agosto de 1988 com o nome “Straight Outta Compton”, o álbum contou com Easy escrevendo e rimando, esteve em oito músicas do álbum e ajudou a escrever outras quatro, pouco tempo depois do lançamento deste álbum, Ice Cube abandonou o grupo que continuou com quatro elementos, até á altura, a única gravação solo de Easy-E foi um remix do som “8 Ball”, som que estava originalmente no “N.W.A and the Posse”. Em 1991, o grupo lançou o EP “100 Miles and Runnin’” e o álbum “Niggaz4Life”, álbum que contou com sete em dezoito sons onde Easy-E participava.

 












 












O álbum de estreia de Easy, “Eazy-Duz-It” foi lançado a 16 de Setembro de 1988, e contou com doze faixas. O álbum era marcado pelos estilos: Gangsta Rap, West Coast Hip Hop e Golden Age Hip Hop. Vendeu mais de 2.5 milhões de cópias nos Estados Unidos e foi número 41 na Billboard 200. O álbum foi produzido por Dr. Dre e DJ Yella e grande parte das letras foram escritas por Ice Cube, juntamente com MC Ren e The D.O.C. Em Março de 1991, Eazy-E aceitou um convite para um almoço organizado pelo então presidente George HW Bush que beneficiava os republicanos do Senado Inner Circle. Um porta-voz do rapper alegou que Eazy-E apoiado Bush para supervisionar a operação Desert Storm.



N.W.A começou a separar-se após Jerry Heller se tornar o gerente da banda. Dr. Dre relembrou: “A divisão começou quando Jerry Heller se envolveu. Ele jogou o jogo de dividir e conquistar. Ele escolheu um mano para cuidar em vez de cuidar de todos, e foi o Easy, e Easy foi tipo ‘Eu estou a tratar disso, que se foda’”. Dre pediu a Suge Knight que olhasse para a situação financeira de Easy pois ele já tinha suspeitas de Easy e Heller. Dre pediu para Easy o libertar do contrato com a Ruthless Records, mas Easy recusou. O impasse levou ao que teria ocorrido entre Knight e Eazy no estúdio de gravação onde Niggaz4life foi gravado. Depois de ele se recusar a liberar Dre, Knight declarou que Easy havia sequestrado Heller e estava mantendo-o prisioneiro numa carrinha. No entanto, o boato não convenceu Eazy para liberar Dre, e Knight ameaçou a família de Eazy. Knight deu um pedaço de papel que dizia endereço da mãe Eazy, Knight disse: Eu sei onde fica a sua mãe”. Eazy finalmente assinou liberação de Dre, que termina oficialmente com os NWA.

Em 28 de Dezembro de 1992, Easy-E lançou o EP “5150: Home 4 tha Sick” pela Ruthless, foi o primeiro lançamento de Easy após a quebra dos N.W.A. O EP ficou em 70 na Billboard 200, em 15 no Top R&B/Hip Hop Albums e ganhou certificado de ouro em 1993.


A zanga com Dr. Dre continuou, com letras ofensivas para Easy no álbum “The Chronic” como o som “Fuck wit Dre Day”. Easy respondeu com as faixas “Real Muthaphuckkin G's” e “It’s On” que estiveram no EP “It's On (Dr. Dre) 187um Killa”, álbum que eventualmente foi multi-platina e se tornou uma das gravações mais populares de Eazy, que pretendia lançar uma sequela deEazy-Duz-ItchamadoTemporary Insanity. No entanto, após os vários insultos de Dr. Dre feitos no The Chronic”, Easy decidiu retribuir o favor com este álbum. Dr. Dre é mencionado em todas as faixas, excepto “Gimmie That Nutt”, “Any Last Werd” e “Boyz N Tha Hood (G-Mix)”.



Em 24 de Fevereiro de 1995, Eazy-E foi admitido no hospital Cedars Sinai Medical Center, em Los Angeles com o que ele acreditava ser a asma. Ao contrário, foi-lhe diagnosticado AIDS (HIV), e anunciou a sua doença numa declaração pública em 16 de Março. A doença surgiu em Eazy por causa de sua actividade sexual, que começou quando ele tinha doze anos e resultou numa doença fatal, teve sete crianças e seis mulheres diferentes. Ele morreu devido a complicações da AIDS” em 26 de Março de 1995, aproximadamente ás 06:35 (horário do Pacífico). Ele tinha 31 anos de idade. Durante a semana de 20 de Março, já tendo feito as pazes com Dr. Dre e Snoop Dogg, Eazy-E elaborou sua última mensagem para os fãs. Uma semana depois de fazer esse anúncio, Eric Lynn Wright sucumbiu à doença. Eazy foi enterrado no Rose Hills Memorial Park, em Whittier, Califórnia.

A 24 de Novembro de 1995, é lançado o seu quarto álbum, intitulado “Str8 off tha Streetz of Compton”. Era para ser um álbum de dois discos, mas Eazy-E morreu antes que pudesse terminá-lo. O álbum era para ser lançado em 1994, mas foi-se adiando. Eazy-E disse, no início de 1995, que o álbum estava previsto para ser lançado no Verão de 1995. Ele também disse que o álbum estava programado para ter até 60 faixas. Sua esposa, Tomica Wright, disse que as faixas ainda existem, mas estão ainda a sem ser lançadas porque há muitas questões legais que ainda precisam ser resolvidas


Ainda hoje, Easy-E é considerado o padrinho do gangsta rap e um pioneiro no Hip Hop, chegando mesmo a ser considerado uma lenda na West Coast. Dois dos seus filhos são rappers, sua filha e Lil Eazy-E, que além de ter o nome, também gravou uma música em tributo ao pai. Foram-lhe feitos vários tributos como no videoclipe da música “Um Bom Lugar” do rapper brasileiro Sabotage em que aparece uma foto de Eazy-E, ou o personagem do jogo Grand Theft Auto: San Andreas, Ryder Wilson, que foi inspirado no rapper Eazy-E e os produtores do jogo comprovam que Ryder foi criado em homenagem ao rapper. Também foi criado um feriado especialmente para relembrar Easy, em Compton, desde 2008, a 7 de Abril celebra-se “O dia de Easy-E”.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Biografia de Proof


DeShaun Dupree Holton, de nome artístico Proof, nasceu em 2 de Outubro de 1973 e faleceu em Abril de 2006 foi um rapper oriundo de Detroit, Michigan. Durante a sua carreira, Proof lançou duas mixtapes e dois álbuns de estúdio, foi membro de vários grupos menos conhecidos como Goon Sqwad, 5 Elementz e Promatic mas foi mais conhecido pelo seu trabalho no grupo D12. Ele era um amigo de infância muito perto do conhecido rapper Eminem.

Proof ganhou um destaque nacional como parte do grupo de rap D12, embora já tivesse alcançado um grau de sucesso inferior. Em 1998 esteve perto de vencer a Blaze Battle, um concurso de freestyle. Em 1999 ele foi destaque na coluna “Unsigned Hype” da revista The Source, esta coluna identificava rappers promissores ainda sem gravadora. A sua primeira aparição em televisão foi no vídeo da música de Aaliyah “Age Ain't Nothing but a Number”. Em 2000, Proof foi em excursão com Eminem, Dr. Dre e Snoop Dogg no Up in Smoke Tour como ajuda em palco para Eminem. Ele chegou à fama em 2001 com o lançamento do Devil's Night, álbum de estreia do grupo D12 pela Interscope Records. No ano seguinte, Proof entrou no “Anger Management Tour”. Proof apareceu no filme autobiográfico de Eminem, 8 Mile, em conjunto com Eminem e Xzibit, Proof fez o papel de Lil’ Tic, um rapper de Freestyle. Para capitalizar a publicidade do filme, Proof lançou um EP chamado “Electric CoolAid: Acid Testing”. Também teve uma participação especial com o resto do D12 no filme The Longest Yard (Inglaterra) / Golpe Baixo (Brasil) / Os Quebra-Ossos (Portugal).


D12 - Proof, Eminem, Bizzare, Swift, Kon Atris, Kuniva

Em 2004, Proof lançou o seu primeiro álbum, “I Miss the Hip Hop Shop”, foi lançado pela Iron Fist Records. Proof disse que não produziu o álbum pela Shady Records ou pela Aftermath pois ele queria “construir a sua própria cena”.

Em 9 de Agosto de 2005, Proof lançou o seu segundo álbum de estúdio, “Searching for Jerry Garcia”, lançado pela sua gravadora Iron First Records, o álbum conta com participações de Method Man, 50cent, Nate Dogg, B Real, Obie Trice, D12 e T3. Originalmente, os títulos de cada canção do álbum eram para ter os nomes de celebridades. “Jump cat” era para ser chamado de “Eric Clapton Jr” mas Proof alterou quando foi noticiado de que o filho de Eric Clapton tinha caído de um janela de 53 andares. Outro som que poderia estar no álbum chama-se “Neil Armstrong” mas está na mixtape “I Miss The Hip Hop Shop

Jerry Garcia era músico que morreu de ataque cardíaco, tocava guitarra, cantava e escrevia. Proof disse que considerou Jerry Garcia um “génioque sofria de falhas de carácter comuns. Proof declarou sua admiração pelo estilo eclético de Garcia, dizendo que ele “foi contra a maré”. O álbum recebeu críticas favoráveis, que comentaram a natureza eclética” e introspectiva”.

Proof indicou como ele queria ser lembrado numa entrevista com o site SOHH.com logo após seu lançamento do álbum: “Eu quero que as pessoas digam que eu era um verdadeiro artista”, Que eu fiz o melhor e mantive-me fiel às raízes do Hip Hop”e Eu quero que as pessoas entendam que eu fiz por amor e não para os gráficos de vendas”.














Proof também gravou pouco antes da sua morte uma faixa com Twiztid para o álbum “Independence Day”que foi lançado em Julho de 2007. O som chama-se “How I Live” e conta com Jamie Madrox e Monoxide Child, além de Proof e Twiztid.

A 11 de Abril de 2006, Proof foi morto com um disparo na cabeça no CCC Club pelo segurança Mario Etheridge na 8 Mile Road em Detroit, Michigan, depois de atirar fatalmente no veterano militar Keith Bender Jr.

Durante um jogo de bilhar, Proof e Bender entraram numa discussão acalorada. Depois de um contacto físico, Etheridge atirou para o ar para tentar parar a situação, mas Proof atirou na cabeça de Bender. Etheridge, que era primo de Bender, atirou de seguida três vezes na cabeça e no peito de Proof, que foi morto e Bender morreu uma semana depois. O conteúdo de álcool no sangue de Proof no momento da sua morte foi de 0,32 por cento, quatro vezes o nível que qualifica alguém para condenação de dirigir embriagado, não tinha outras drogas no seu organismo. A família Bender iniciou um processo de morte por negligência contra o património de Proof. Etheridge foi detido pelas autoridades de ter agido em legítima defesa de um outro homem, porém, ele foi considerado culpado apenas de carregar uma arma escondida e de disparar uma arma de fogo dentro de um edifício.

Vários meses depois, a revista de Hip Hop XXL publicou uma explicação alternativa da noite num artigo em que entrevistaram o amigo de Proof, Mudd (Reginald Moorer), o segurança de casino que acompanhou Proof na noite do tiroteio e afirmou ter trazido a arma que foi usada para matar Bender. Mudd afirmou que seu grupo foi para o Clube CCC após ir a um clube de strip, começou a beber e que Proof jogou bilhar contra Bender. Ele observou que Proof e Bender começaram a discutir, disse que não era normal para a Proof de embriagar-se e lutar” e viu os dois entrando numa discussão. Depois de eles serem separados, Mudd alegou que Bender atacou Proof e a luta entre os dois começou. Pouco depois, Mudd viu Etheridge disparar sua arma para o ar para dispersar a briga. Proof então exigiu a arma de Mudd, e, depois de ele se recusar, Proof tirou a arma das calças de Mudd e também disparou para o ar. Mudd alegou que Bender atirou em Proof e que, na briga, foram disparados tiros que atingiram tanto Bender como Proof.

Tributos:
Nos álbuns “Relapse” e “Recovery”, de Eminem, este escreve: “Proof, não importa quanto tempo passa, não passa um dia em que eu não pense em você. Se não fosse por você, eu não estaria onde estou hoje e ambos sabemos isso. Eu tentei escrever uma canção para você, mas nada era suficientemente bom, então estou te dedicando todos eles para você, eu sei que você não teria de outra maneira! Fodão-se eles todos - vamos pegá-los! P.S. Eu estou sóbrio agora, eu sei que você ficaria orgulhoso. Eu te amo Doody, eu nunca vou te esquecer. Amor, Doody”. No som inteiramente dedicado a Proof “You’re Never Over”, pertencente ao “Recovery”, Eminem diz: “Então mano, este é o seu som, eu o dedico a você. Adoro-te Doody”.

O antigo parceiro de Proof no grupo D12, Kuniva, também fez um tributo para Proof no som “Light It Up” da mixtape “Midwest Marauder”. O som também menciona outro antigo membro do D12 já falecido, Bugz. No som emocional de Bizzare com Tech N9ne “Beliver” estão partes dedicadas a Proof

No som “Thank You” de Xzibit, este fala: “Hoje enterrámos Proof hoje, realmente quebrou-me, ver o meu irmão num caixão, mano, foda-se”. Também Cashis, rapper produzido por Eminem, tem um som dedicado a Proof, “Pistol Poppin



 









sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Biografia de Tupac


Tupac Amaru Shakur (16 de Junho de 1971 – 13 de Setembro de 1996) conhecido por Tupac (derivando para 2pac ou para pac) ou Makaveli, foi um dos artistas que mais vendeu em todo o mundo. No total vendeu 75 milhões de álbuns e 37,5 foram nos estados Unidos. Foi considerado pela revista Rolling Stone como o 86º melhor artista de todos os tempos.

Além da sua carreira no rap, foi um actor bastante promissor e um activista social. Grande parte dos sons de Shakur falavam sobre crescer no meio da violência e miséria dos guetos, racismo, outros problemas sociais e de conflitos com outros rappers durante a lendária rivalidade entre as costas este e oeste.

Tupac nasceu no Harlem secção leste de Manhattan, em Nova Iorque. O seu nome de nascimento foi mudado pouco tempo após o seu nascimento para Túpac Amaru II, um revolucionário peruano que liderou a revolta indígena contra a Espanha e foi posteriormente executado.

Sua mãe, Afeni Shakur e seu pai, Billy Garland eram membros activos do partido dos Panteras Negras em Nova Iorque entre o final dos anos 1960 e início de 1970, ele nasceu apenas um mês após a absolvição de sua mãe em mais de 150 acusações de “conspiração contra o governo dos Estados Unidos e marcos de Nova Iorque”.

Apesar de não ter sido confirmado pela família Shakur, várias fontes dão como nome de nascimento “Lesane Parish Crooks”. Nome que foi alterado porque Afeni temia que os seus inimigos atacassem o seu filho e disfarçou sua verdadeira identidade através de um sobrenome diferente, Afeni tratou disso durante o processo de divórcio com Gargland e do seu casamento com Mutulu Shakur.

Seu padrinho, Elmer "Geronimo" Pratt tinha um alto estatuto nos Panteras Negras, foi condenado pelo assassinato de um professor da escola durante um assalto a 1968, embora a sentença foi posteriormente revogada.

O seu padrasto, Mutulu passou quatro anos na lista dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI desde 1982 quando Tupac era pré adolescente. Mutulu era procurado, em parte, por ter ajudado sua irmã Assata Shakur (também conhecida como Joanne Chesimard) a escapar de uma prisão em Nova Jersey, onde tinha sido presa por supostamente disparar contra um soldado de estado à morte em 1973. Mutulu foi capturado em 1986 e preso pelo roubo de um caminhão blindado em que dois policiais e um guarda foram mortos. Shakur também teve uma meia-irmã, Sekyiwa, dois anos mais jovem, e um meio-irmão mais velho, Mopreme “Komani” Shakur, que apareceu em muitas das suas gravações.

Aos vinte anos de idade, Tupac inscreveu-se na peça 127th Street Repertory Ensemble e fez de Travis Younger, personagem que foi realizada por vários artistas famosos. Em 1986, a família deslocou-se para Baltimore, Maryland. Depois de ter estudado dois anos no secundário Paul Laurence Dunbar, ele foi transferido para uma escola de artes onde estudou teatro, poesia, jazz e ballet. Acompanhado por, Dana “Mouse” Smith, para o beatbox, Shakur (na altura, MC New York) ganhou muitas competições de rap e foi considerado o melhor rapper da sua escola. Apesar de não ter as roupas da actual moda, Tupac foi uma das mais populares pessoas da escola, pelo seu sentido de humor, incríveis habilidades no rap e capacidade de misturar-se com todos os tipos de multidões. Ele desenvolveu uma amizade próxima com a jovem Jada Pinkett Smith que durou até á sua morte. No documentário Tupac: Resurrection, ele diz “Jada no meu coração. Ela será minha amiga para a vida toda” enquanto que Pinkett chama-lhe “Um dos meus melhores amigos. Ele foi como meu irmão. Foi além da amizade para nós. O tipo de relação que tínhamos, tem se apenas uma vez na vida”. Um poema escrito por Pac chamado “Jada” aparece no seu livro “The Rose That Grew From Concrete” que também inclui um poema chamado “The Tears in Cupid’s Eyes”. Durante o seu tempo na escola de artes, Shakur foi-se encontrando com a filha do director do Partido Comunista de Baltimore.

Em Junho de 1988, Tupac e a sua família moveram-se outra vez, desta, para Marin City, Califórnia onde estudou no Tamalpais High School e onde começou a assistir a aulas de poesia com Leila Steinberg em 1989. Nesse ano, Leila, organizou um concerto com um antigo grupo de Tupac, Strictly Dope, o concerto levou-o a assinar com Atron Gregory que o colocou no grupo Digital Underground em 1990, como dançarino e roadie.

A carreira profissional de Shakur começa no inicio de 1990, quando ele começou a rimar no Digital Underground, Tupac participou na música “Same Song” pertencente á trilha sonora do filme de 1991 “Nothing but Trouble” onde ele também aparece juntamente com o grupo no filme. A canção foi lançada como a canção principal do EP do Digital Underground “This is an EP Release” Mais tarde, ele lançou o seu primeiro álbum solo “2Pacalypse Now”. O álbum não faz tanto sucesso nas tabelas de vendas como os futuros. Em 1993, Tupac lança “Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z.”


No fim de 1993, Tupac forma o grupo Thug Life com alguns amigos tais como Rated R, Big Syke, Macadoshis e o seu meio-irmão Mopreme Shakur. O grupo apenas lançou um álbum, “Thug Life: Volume 1” a 26 de Setembro de 1994 que foi ouro. O álbum continha o single “Pour Out a Little Liquor” produzido por Johnny “J” Jackson que produziu grande parte do álbum “All Eyez on Me”. O grupo actuava usualmente sem Tupac.


Em Novembro de 1993, 2pac e outros amigos foram acusados de ter abusado sexualmente de uma mulher num quarto de hotel. Segundo a denúncia, Shakur teve sexo anal com a mulher e, em seguida, encorajou os seus amigos a abusar sexualmente dela. 2pac negou as acusações. De acordo com Shakur, dias antes, teve relações com a mulher, ela fez sexo oral num clube de dança e, dois dias depois, tiveram sexo consensual num quarto de hotel. A queixosa alegou abuso sexual depois de sua segunda visita ao quarto de Shakur, ela alegou que Tupac e sua comitiva lhe fizerem um “Gang Bang”. Pac foi condenado por abuso sexual. Na primeira sentença de quatro anos de prisão, o juiz descreveu o crime como “Um acto de violência brutal contra uma mulher indefesa”.

Na noite de 30 de Novembro de 1994, o dia anterior ao anúncio do veredicto no seu julgamento de abuso sexual, Shakur foi baleado cinco vezes na entrada do Quad Recording Studios em Manhattan por dois homens armados com uniformes do exercito. Mais tarde, ele iria acusar Sean Combs, Andre Harrell e Biggie Smalls. Shakur também suspeitou do seu próximo amigo e afiliado, Randy "Stretch" Walker, de estar associado ao ataque. De acordo com os médicos do Bellevue Hospital onde foi internado imediatamente após ao incidente, Shakur tinha recebido cinco ferimentos de bala; dois na cabeça; dois na virilha e um através do braço. Ele deu saída do hospital três horas depois da cirurgia contra as ordens do médico, Shakur entrou no tribunal numa cadeira de rodas e foi considerado culpado de três acusações de abuso sexual, mas inocente de outros seis, incluindo sodomia. A 6 de Fevereiro de 1995, foi sentenciado de um ano e meio até quatro anos e meio de prisão por acusação de abuso sexual.

Mais tarde, a 20 de Novembro de 1995, Stretch foi assassinado após ser baleado duas vezes nas costas por três homens enquanto conduzia em Queens Village. Seu monovolume bateu numa árvore e num carro estacionado, antes de capotar.

Shakur começou a cumprir a sua sentencia na Clinton Correctional Facility a 14 de Fevereiro de 1995. Pouco tempo de pois, foi lançado o seu multiplatinado álbum “Me Against the World”. Shakur tinha sido o primeiro artista a colocar um álbum número um na tabela da Billboard 200 enquanto cumpria sentença na prisão, só foi igualado por Lil Wayne com o seu “I Am Not A Human Being”. O álbum estreou na Billboard 200 e ficou no topo das paradas por cinco semanas vendendo 240.000 cópias na primeira semana estabelecendo um novo recorde da maior primeira semana de vendas para um rapper solo masculino, no momento. Enquanto estava na cadeia, ele casou com Keisha Morris em 4 de Abril de 1995 apesar de se divorciarem um ano depois. Enquanto esteve preso, 2pac leu muitos livros de filosofia, política e estratégia como “A arte da guerra” de autores como de Niccolò Machiavelli e Sun Tzu. Enquanto estava encarcerado, Pac também escreveu um roteiro intitulado de “Live 2 Tell”, uma história de um adolescente que se torna um barão da droga.

 Em Outubro de 1995, depois de servir onze meses, o caso de Shakur foi a sede de recurso, mas ele não podia levantar a fiança de 1,4 milhões de dólares. Tupac foi libertado da penitenciária, em grande parte devido à ajuda e influência de Suge Knight, director executivo da Death Row Records, que pagou a fiança de 1,4 milhões dólares em troca de Shakur lançar três álbuns sob o selo da Death Row.

Assim que foi libertado da prisão, Tupac começou imediatamente a gravar. Começou um novo grupo chamado Outlaw Immortalz. Shakur começou a gravar o seu primeiro álbum pela Death Row enquanto lança o single “California Love” com Dr. Dre. A 13 de Fevereiro de 1996, Shakur lançou o seu quarto álbum solo, “All Eyez on Me”. Este álbum duplo continha dois dos três CDs de compromisso com a Death Row. Vendeu mais de 9 milhões de cópias. O registo foi mais direccionado para a mentalidade “thug” (bandida) e gangsta. Shakur continuou suas gravações obstante os crescentes problemas na Death Row. Dr. Dre deixou seu posto como produtor para formar a sua própria gravadora, Aftermath. Shakur continuou a produzir centenas de faixas durante seu tempo na Death Row, a maioria dos quais seriam lançadas em álbuns após a sua morte “R U Still Down” (“Remember Me”), “Still I Rise”, “Until the End of Time”, “Better Dayz”, “Loyal to the Game” e “Pac's Life”. Ele também começou o processo de gravação de um álbum intitulado One Nation com o Boot Camp Clik e sua gravadora Duck Down Records de Nova York.

A 4 de Junho de 1996, ele e o grupo Outlawz lançaram a popular diss track “Hit ‘Em Up” um ataque lírico a Biggie e a outros associados. Na faixa, Shakur disse ter tido relações sexuais com a mulher de Biggie, Faith Evans e ataca a credibilidade da Bad Boy nas ruas. Apesar de nenhuma evidência o sugerir, Tupac estava convicto do que algum associado da Bad Boy sabia do ataque de 94. Shakur alinhou com o director executivo da Death Row, Suge que já teve amarguras com Sean Combs durante um incidente em 1995 no Platinum Club, em Atlanta, Geórgia, que culminou com a morte do amigo e guarda-costas de Suge, Jake Robles; Suge foi inflexível em expressar suas suspeitas do envolvimento de Combs. A assinatura de Shakur com Suge Knight e com a Death Row foi o ponto de partida para um conflito entre a Costa-Este e Costa-Oeste. Ambos os lados foram inimigos até á morte de Pac. A 4 de Julho de 1996, ele actuou ao vivo na House of Blues em conjunto com Outlawz, Tha Dogg Pound e Snoop Dogg. Foi a sua última performance ao vivo.

Apesar de encarcerado na Clinton Correctional Facility, Shakur leu e estudou Nicolau Maquiavel e outros trabalhos publicados, o que inspirou seu pseudónimo "Makaveli" sob qual ele lançou o álbum “The Don Killuminati: The 7 Day Theory”. O álbum apresenta um forte contraste com trabalhos anteriores. Ao longo do álbum, Shakur continua a concentrar-se sobre os temas de dor e agressividade, tornando este álbum um dos trabalhos emocionalmente mais escuros da sua carreira. Shakur escreveu e gravou todas as letras em apenas três dias, a produção levou mais quatro dias, combinando com um total de sete dias para completar o álbum (daí o nome).

Tupac chegou a mencionar a criação de uma gravadora, Makaveli Records, antes da sua morte. Era suposto ser um rótulo musical para actuais e futuros artistas que despertassem o interesse de 2pac em desenvolver o seu talento, os futuros trabalhos de Amaru também seriam publicados por aí.

Na noite de 7 de Setembro, Shakur foi ver o combate de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon no MGM Grand em Las Vegas. Depois de deixar o combate, um dos associados de Suge avistou Orlando "Baby Lane" Anderson, membro dos Southside Crips no átrio do MGM Grand e informou Shakur, que então atacou Anderson. A comitiva de 2pac, assim como Suge assistiram ao ataque. A luta ficou gravada nas câmaras do hotel. A acção de Tupac em ter atacado Anderson prende-se com o facto deste ter assaltado um membro da comitiva da Death Row numa loja no início do ano. Após a briga, Shakur foi ao encontro de Suge para ir ao Clube 662 propriedade da Death Row (actualmente conhecido como restaurante/clube Seven). Ele foi no BMW de Suge.

Às 22:55, quando parou no sinal vermelho, Shakur baixou a janela e um fotógrafo tirou-lhe uma foto. Por volta das 23:00-23:05, eles foram parados em Las Vegas Por policiais de mota que alegaram que o som do carro estava muito alto e que não tinham placas de licença.

As placas foram encontradas no porta-malas do carro de Suge, apesar disso, os polícias deixaram-nos seguir alguns minutos mais tarde sem serem multados. Por volta das 23:10, quando pararam num sinal vermelho na Flamingo Road perto do cruzamento da Koval Lane na frente do Hotel Maxim, viram um veículo com duas mulheres. Tupac trocou palavras com elas, convidando-as para o hotel onde eles estavam instalados.

Aproximadamente às 23:15, um Cadillac branco, quatro portas, último modelo com um número desconhecido de ocupantes parou ao lado direito do sedan, baixou uma das janelas, e rapidamente disparou uma saraivada de tiros contra Shakur; as balas bateram-lhe no peito, na pélvis, na sua mão direita e na coxa.

Uma das rodadas aparentemente ricocheteou no pulmão direito de Shakur. Suge foi atingido na cabeça por fragmentos, embora se acredite que uma bala lhe acertou. De acordo com Suge, uma bala do tiroteio foi apresentada nos seus relatórios ao crânio, mas os médicos mais tarde desmentiram.


Na altura do drive-by, o guarda-costas de Tupac estava seguindo atrás num veículo pertencente a Kidada Jones, até então, noiva dele. O guarda-costas, Frank Alexander, afirmou que quando ele estava prestes a entrar junto com o rapper no carro de Suge, Shakur pediu-lhe para conduzir o carro de Kidada Jones. O amigo de infância de Shakur e membro do Outlawz Yafeu "Yaki Kadafi" Fula estava no comboio quando o assassinato ocorreu e indicou à polícia que ele poderia ser capaz de identificar os bandidos. Porém, foi baleado e morto pouco tempo depois em Irvington.

Após chegar ao local, policias e paramédicos levaram Suge e o mortalmente ferido Tupac Shakur para o University Medical Center. De acordo com uma entrevista a um dos amigos mais íntimos de Shakur, Gobi, enquanto no hospital, ele recebeu a notícia dum funcionário de marketing da Death Row dizendo que os atiradores tinham contactado a gravadora e estavam enviando ameaças de morte contra Shakur, alegando que eles iam lá para "acabar com ele”. Ao ouvir isso, Gobi imediatamente alertou a polícia de Las Vegas, mas a polícia afirmou que eles eram insuficientes e ninguém poderia ser enviado. Não obstante, os atiradores não chegaram. No hospital, Shakur foi fortemente sedado, respirando através de um ventilador e respirador, foi colocado em máquinas de suporte de vida, e foi finalmente colocado em coma barbitúrico induzido.

Apesar de ter sido reanimado num centro de trauma e de sobreviver a uma série de cirurgias (bem como á remoção do pulmão direito), Shakur ficou-se pela fase crítica do tratamento médico e foi-lhe dado 50% de hipótese de recuperar completamente. Gobi deixou o centro médico após ter sido informado de que 2pac fez uma recuperação de 13% na noite de sexta. Enquanto que na unidade de cuidados intensivos, na tarde de 13 de Setembro de 1996, Shakur morreu de hemorragia interna. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas não puderam impedir a sua hemorragia. Sua mãe, Afeni, tomou a decisão de dizer aos médicos para parar. Ele foi declarado morto às 4:03 da noite. A causa oficial da morte foi insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória em conexão com múltiplos ferimentos de bala. O corpo de Tupac foi cremado e algumas das suas cinzas foram mais tarde misturadas com maconha e fumadas por membros do grupo Outlawz.

Para preservar o legado de Pac, a sua mãe fundou a Shakur Family Foundation (mais tarde renomeada Tupac Amaru Shakur Foundation ou TASF) em 1997. A missão da TASF era de “fornecer treino e apoio a estudantes que desejam melhorar o seu talento criativo” O TASF patrocinou concursos de teatro, eventos de caridade, um dia de campo de artes cénicas para adolescentes e de bolsas de graduação.

 Honras:

  •    MTV nomeou-o em 2º na lista dos “Maiores MC’s de Todos os Tempos”.

  •     Tupac Shakur foi introduzido no Corredor da Fama do Hip Hop em 2002.

  •     Em 2003, a contagem dos “22 maiores MC’s” da MTV colocou Tupac em nº1, votado pelos telespectadores.

  •     No VH1 Hip Hop Honors, em 2004, Shakur foi honrado juntamente com DJ Hollywood, Kool DJ Herc, KRS-One, Public Enemy, Run-D.M.C., Rock Steady Crew, e Sugarhill Gang.

  •     Na magazine da Vibe em 2004, nomeou Shakur como “o maior rapper de todos os tempos” assim como os fãs votaram.

  •     No primeiro festival anual de filmes Turks & Caicos realizado a 17 de Outubro de 2006, Shakur foi homenageado por sua voz e talento inegável e como artista que cruzou linhas raciais, étnicas e culturais, sua mãe recebeu o prémio em seu nome.

  •     Em 2008, a National Association Of Recording Merchandisers em conjunto com o Rock and Roll Hall of Fame reconheceu-o como um artista bastante influente e adicionou-o á lista dos 200 Defenitive.

  •     O hit de Tupac Shakur, “Dear Mama”, é uma das 25 faixas que será adicionada no National Recording Registry em 2010. A Library of Congress chamou ao hit “uma homenagem comovente e eloquente tanto á própria mãe do rapper assassinado como ás mães que lutam para manter a família em face do vício, da pobreza e da indiferença da sociedade civil”. Shakur é o terceiro rapper a entrar na biblioteca a tráz de Grandmaster Flash e Public Enemy.


  •     O seu álbum duplo "All Eyez On Me" é um dos álbuns mais bem vendidos de rap de todos os tempos, com mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos, recebeu o certificado de 9x platina.