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domingo, 29 de maio de 2011

VIBE conversa com todos os membros da Maybach Music


O rapper Rick Ross foi capa mais recente da VIBE, a famosa revista entrevistou os membros da Maybach Music, Meek Mill, Pilll, Rick Ross e Wale. Aqui fica parte da entrevista.

Você já se enrolou com uma mulher, ficasse embaraçado sobre isso e esperasse que ninguém descobrisse?

Wale: Quando eu era mais jovem. Vê-las no bar, porra… mas se eu pudesse vê-la na semana anterior, eu a tirava da minha vida, eu não acabava falando com essa garota.
Meek Mill: Tipo 3:30 da manhã, não tinha uma miúda. Às vezes é assim. Eu como muitas mulheres, não me canso. Eu tenho um grosso… eu tenho um desses e ela está sempre por aí. E as pessoas já descobriram.
(Risos)
Meek Mill: E ela não é gorda, ela é espessa, tipo, 25 por cento acima da linha.
Pill: Sim, ela come muitos cheeseburgers.

E você, Ross?
Rick Ross: Tenho passado pelo bairro. Não vou mentir. Adoro mulheres extravagantes e exóticas, mas também sou do bairro. Então, se eu estou no meu Chevy passando pelo bairro e vejo uma daquelas mulheres do gueto numa camisa cor-de-rosa, fico tipo ‘Hey, coloque aqui o seu número’. Eu ainda estou em contacto com o bairro dessa maneira.

Você está retribuindo á comunidade.
Rick Ross: Sim, eu retribuo.
Pill: Eu até o vi com uns drogados…
(Risos)
Meek Mill: O Pill é um mano do bairro. Ele tá-se a cagar.
Pill: Na real, eu fiz algumas coisas que não parecem. Eu jogo muito naqueles dias que passo no clube.
Rick Ross: Você não pode agir como se não soubesse as consequências,
Wale: Isso é o que os faz virar loucos.
Pill: Não vou mentir, uma das minhas piores experiências foi acordar de manhã, á alguns anos, olhei para a minha esquerda e disse ‘Aww, para onde você foi?’
Rick Ross: Eu não consigo dormir a noite toda com uma mulher. Pouco antes do amanhecer, eu vou-me embora.
Pill: Obviamente, eu estava muito cansado. Por isso, voltei a dormir, e quando acordei, fiquei tipo ‘O que se passou?’
Rick Ross: Você odeia mulheres.
(Risos)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Entrevista com Alvos Da Lei + faixa exclusiva para download


O Bairro Do Rap entrevistou o grupo de rap brasileiro, Alvos Da Lei. Confira a entrevista juntamente com uma faixa exclusiva para download.

Bairro Do Rap: O vosso próximo álbum irá chamar-se “Sem Fronteiras”, pode falar-nos das participações, conceitos, expectativas e data de lançamento?

Preto Rock: O “Sem Fronteiras”, na realidade, devido a quantidade e diversidade de músicos, foram implantadas mudanças e cortes em algumas faixas que serão usadas nos outros dois projetos existentes do Alvos da Lei que já foram concluídos a 90% e será uma questão de muito pouco tempo para o lançamento no mercado musical, enquanto as participações é complicado falar mesmo porque algumas faixas não estão definidas em qual projeto serão usadas, mas todos os participantes estão no Hall de “Certified Gee” no mesmo conceito do Alvos Da Lei. Nossas expectativas são as melhores, sendo que o próprio público está ansioso, aguardando as novidades e já notaram as produções diversificadas. Nossos alvos são aqueles que não estão acostumados a inovações e atualizações do Rap Nacional e já os ecléticos no tópico, ou seja, estamos fazendo música boa em prol do público, independente dos retornos financeiros. Lucro maior será ver a molecada cantando e aderindo a mensagem positiva do verdadeiro Rap.

Bairro Do Rap: Irão lançar um vídeo clipe?

Preto Rock: Isso também esta sendo articulado de acordo com os projectos e com idéias inovadoras, o Vrazz 77 será encarregado nas gravações no Brasil e os vídeosmakers dos músicos fora do Brasil serão escolhidos por cada artista envolvido no projeto.


Bairro Do Rap: Quais foram as pessoas, nacionais ou não, que influenciaram mais a vossa música e as vossas letras?

Preto Rock: Cresci escutando 2Pac, De La Soul, Lost Boyz, Geto Boys, o clássico “Chronic” do Dre que escuto até hoje, e vários do inicio da década de 90 mas acho que Tupac "não tem pra ninguém” e em segundo está o Nas. Intelectualismo e realismo são essenciais nas rimas. Escutei muito rap nacional desde o Holocausto Urbano (Racionais) Sistema Negro a Nil MRN e Xis que ainda bate forte nos headphones diretos. A Velha Escola e a Resistência são o que sempre irei escutar e o que sempre me influenciará.

Dimenó: Tudo começou com Grand Master Flash, Curtis Blow, Bambataa, Woodini, Kool Moe Dee, N.W.A, Thaide & Dj Hum mas com certeza Racionais Mc’s foi minha principal Influencia e quem me convocou pra Vida Louca do Hip Hop.

Bairro Do Rap: Que perspectivas têm do futuro?

Dimenó: Preocupo em dar uma estabilidade para meu filho, uma vida diferente, com estudos, formação académica, não me refiro a uma vida de luxo mas de possibilidades de crescimento em um país cada vez mais capitalista e exigente no mercado de trabalho, para não passar pelas dificuldades que passei em várias etapas da minha vida. Na música espero reconhecimento para o Alvos da Lei e para todos aqueles que fazem o verdadeiro Rap (hip-hop) nacional voltando ser a música da periferia, com liberdade de expressão dos excluídos por uma sociedade capitalista e mesmo, apesar das décadas, ainda cheia de preconceitos. Onde a música venha tocar não somente nas rádios, mas também nos corações dos jovens com vidas desencadeadas para vida do crime, vícios, desvalorização do corpo com orgias e prostituições cada vez mais presente na vida de muitos jovens. 


Bairro Do Rap: Vocês já trabalharam e, com certeza, irão trabalhar com artistas fora do Brasil, não sentem dificuldade devido a língua e cultura diferentes, além da distância? Pode dizer os aspectos negativos e os aspectos positivos em fazer música com artistas internacionais?

Preto Rock: Tenho fluência no Inglês e Espanhol. Hoje em dia a tecnologia nos facilita a comunicação, aspecto negativo, não lembro de nenhum, somente os fusos horários diferentes em alguns momentos, positivo, é da hora mesmo, o intercâmbio e atravessar fronteiras com um projeto pioneiro do Rap.

Bairro Do Rap: Como caracterizam a cena do rap em língua portuguesa? Como a compara com outro tipo de rap, como por exemplo, o americano? E como acha que o rap nacional deve melhorar?

Dimenó: O Rap nacional “sem generalizar” perdeu o verdadeiro sentido do verdadeiro Rap Nacional. Sem nortear o que desejam atingir, o que desejam conquistar e em prol do que protestarem; enfim sabem o caminho das pedras, estão cegos e de olhos abertos, contradizendo em várias músicas. No mesmo momento em que condenam as drogas, exaltam o consumo de Whisky Red Bull e ao mesmo tempo ressaltam a união do movimento.
É perceptível uma ruptura com a cultura e os valores que o verdadeiro Rap traz. Para citar alguns: Muitos falam da prostituição julgando e apontando mas hoje há em plenário uma lei a ser sancionada para regularizar como profissão. A meu ver, é contraditório aos valores humanos. Vejo e escuto críticas á rede televisiva mas muitos sonham em estar lá, fazerem fama e dinheiro independente da imagem que vendem para o público e passando várias vezes uma imagem que não é a realidade das periferias. Vejo pouca verdade e contradições, embora somos seres imperfeitos, a imagem do Criador e não temos um coração puro como de
Jesus. Os valores éticos humanistas não deveriam ter preço e sim berço. Percebo uma sede por sucesso, fama, dinheiro, fazendo com que revolucionários cuspam no próprio passado e no publico visando e divulgando a própria imagem e dinheiro. Os valores estão perdidos, ou melhor, estão sendo vendidos por uma beleza as vezes exterior e que na essência habita ninhos de vermes, problema não é o dinheiro e sim a falsa ideologia a propaganda enganosa, daqueles que criaram um movimento e do nada abandonaram seus seguidores na ladeira sem freio de mão. Comparando com o americano, se não ganharmos e reeducarmos a juventude principalmente a das periferias não chegaremos nem na metade da caminhada deles, a melhora esta nas mãos da nova escola e na nossa resistência em mostrar que sucesso não é a melhora individual e sim a da comunidade em geral.

Preto Rock: Difícil julgar generalizando, mesmo porque em ambos os lados existem o Real a Resistência que em alguns casos devem aderir a globalização e expandir a mente em forma de progresso re-educando e revolucionando gerações atuais e futuras para evitar a patifaria avassaladora que esta na media dos vendidos dos Bling “Bin”. A America Central (E.U.A) foi pioneira, movimentou e movimenta milhões anualmente afectando o território nacional Brasileiro e o mundo com apologias de sexo, armas e drogas como Bailes Funk que são promovidos em quantias maiores em vários e diferentes pontos da Cidade de São Paulo ( Berço Do Rap Nacional ) semanalmente em  enquanto o Bom e Velho Rap Nacional que se comparando com os Bailes Funk esta sendo extinto por falta de união com eventos na media de 1-2 mensais, sendo engolido e apagado nos últimos anos e tende a piorar e perder o lugar nas periferias. O Rap Nacional precisa de mudanças e rápido que o caminho da gozolandia que vai gerar futuramente com educação publica precária e incentivo da media esta traçado. Vai Virar os próprios Estados Unidos da América (Putaria). Ambos precisam de mudanças, enquanto isso estamos fazendo a nossa parte com seriedade e dedicação.



Bairro Do Rap: Que tipos de dificuldades o grupo encontrou á medida que foram crescendo como rappers e essas dificuldades já os fizeram ponderar desistir da música?

Preto Rock: As dificuldades na música são inúmeras quando o trabalho é independente. As dificuldades pessoais surgem e influenciam quando você se pega com a situação financeira completamente desestabilizada, ocorrem cobranças dentro de casa principalmente quando interfere até na alimentação. Porém, a Fé em Deus e o amor pela música nos fortalece  e quando concluímos, nossa missão é gratificante como qualquer outro trabalho executado. Sendo o maior prestigio quando você escuta de um fã dizendo que uma rima “um verso” de tal música do Alvos Da Lei composta pelo Gilmar & Dimenó fez ele pensar de outra forma, ou seja... Mais um resgatado. Minha própria experiencia.


Bairro Do Rap: O grupo foi montado em 1993, como vocês perceberam que queriam ser rappers? Como foi o ponto de partida?

Dimenó: O ponto de partida foi a música “Pânico na Zona sul” (Racionais Mc’s ) foi como se eu despertasse, encontrei a forma de extravasar minhas angustias, indignações, ira, amor através da música e da poesia .Em 1990 foi o ano em que soube o que eu queria ser MC e foi no que me tornei.

Preto Rock: Quando adolescente meio que bolado com o sistema descarreguei a neura no papel, montei um grupo de rap onde morei chamado Poesia Gangster onde os manos estão nos corre até hoje. Foi quando me desviei envolvendo com drogas e o crime quando acabei conhecendo o Gilmar em meados de 98/99 que me resgatou e meio que me disciplinou mostrando o outro lado da moeda ou seja da “vida”.

Bairro Do Rap: “Alvos da Lei” como surgiu este nome? Sentem-se alvos do sistema?

Dimenó: No início era uma música que compus em 1992 para “Inimigos do Sistema” meu grupo na época.Com o fim do grupo revisando minhas composições encontrei essa letra na qual decidi baptizar o grupo como ALVOS DA LEI.

Preto Rock: Alvo do sistema você é desde que nasce, sendo inevitável fugir dele. Todos somos “Alvos da Lei”.


Bairro Do Rap: Em 2001 perderam um membro e amigo, que impacto é que isso teve em vocês?

Dimenó: Quase parei com tudo, foi muito difícil subir no palco sem o Gilmar da mesma forma que é até hoje. Acredito que a maior resposta é a música que fiz pra ele “OS HEROIS NÃO MORREM”.

Preto Rock: A Perda do Gilmar foi e sempre será irreparável, não foi a saída de um integrante, foi a perda de um familiar, de um irmão. Fui o primeiro do grupo a me deparar com ele caído depois de almoçar com o irmão mais velho dele e com a mãe na casa onde ele residira, como á três quadras de onde ele foi covardemente assassinado e de início quando vi a multidão em volta até então se encontrava mais uma vítima do quotidiano na periferia. Estava passando pelo outro lado da rua, quando senti algo estranho e resolvi aproximar, foi quando deparei com o Gilmar sem Socorro e sem vida. Ou seja, O IMPACTO ta como flashback toda vez que escuto “Os Guerreiros Nunca Morrem” a saudade vem e bate forte demais. Nesses episódios, o Gilmar era o que mais tinha sensibilidade pra dar uma palavra de conforto, se você olhasse a tristeza e indignação na bola do olho da multidão mista de amigos, conhecidos e fãs que tiveram contato com o Gilmar no dia em que foi velado você teria a ideia do impacto que creio eu teve na comunidade e também no Rap Nacional.


Bairro Do Rap: Pelo que sei, vocês não vivem só do rap, este tema do “amor vs dinheiro e fama” é bastante popular, vocês trocariam todos os luxos que o rap mainstream pode trazer pelo vosso amor á música?

Dimenó: Com certeza não, já recebi alguns convites, já fui tentado, e graças a DEUS mantenho firme. No meio do deserto enxergo a miragem, não me vejo traindo a mim mesmo e não iria conseguir encarar o público nem o meu filho, enfim, imagina você acordar e ver que 20 anos da sua vida foi uma mentira. Se o dinheiro vier será por consequência de um trabalho honesto e bem feito, já que vivemos em um mundo capitalista onde não tem como fugir.
Agora transformar os Alvos da lei em camaleões. Jamais!


Alvos Da Lei Agradece: Primeiramente a Deus e todos nossos familiares.
Do Reino Unido: Don Jaga U.S.G um verdadeiro guerreiro e parceiro bom de coração, Exo, K-Koke, Squingy, General Leftie e Todos do " A TEAM REGIMENT" e da Banca dos Usual Suspect Gang e Chris Godson do Chocolate Lab.
De Portugal: Celso O.P.P a.k.a Nigga D SEM PALAVRAS VAGABUNDO!!! Thug Paxion e Toda O.P.P POSSE. A.D.L-O.P.P-U.S.G Uma só Familia.
Da Suíça: Carl Barros a.k.a Sad da StreetsUnivers Agradecidos Por Fortalecer irmao.
Brasil: Família Nacional,QI Racional,Mano Pool [A Fusão]Dudu Nascimento,Vraz 77,Dú Conceito,Ninja,Téco ,dado,os manos da galeria 24 de Maio, kings,Ichiban,og pride,1DASUL ,Ferréz,Negredo ,Mauricio DTS,Féx,Cris projeto rookie ,DJ Edd[uai som produções],U Clan ,2080 a Matilha,Marlown , Racionais Mcs, Slunm,. Logo mais é nóis rapaziada, Budog tamo junto ,JR Marcio, DNA, Sebastiana amamos todos vocês,a.todos que fazem parte da cultura Low Rider,b.boys,grafiteiros,dj,mcs,tatuadores,skatistas a rua e o gueeto é nóis, as mulheres que estão conquistando o seu espaço no Hip Hop

Download faixa: Alvos Da Lei - Um Valor (2011)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Entrevista com Travis Barker


O baterista conversou com a Complex sobre o seu papel no Hip Hop, rappers que estão no seu novo álbum, novos projectos da sua banda Blink-182. A entrevista completa foi traduzida pelo Bairro Do Rap.

Com que pessoas você tem trabalhado no seu registo solo?
Travis Barker: É realmente universal. Tenho um som com os Transplants com Slash chamado “Saturday Night”. Está RZA, Raekwon, Tom Morello e eu numa faixa em conjunto onde RZA está tocando guitarra. Tenho uma faixa com Bun B e Beanie Sigel. Tenho o som mais louco dos Slaughterhouse, tipo, a merda mais escura de sempre. Abranjo tudo. Sempre gostei de tocar em conjuntos onde há três ou quatro pessoas e estamos todos mandando ideias e juntamo-nos para fazer um álbum, e esse sou eu, mano, sou 100 por cento eu a trabalhar com todos os meus MCs, rappers, DJs e guitarristas preferidos. Tem sido realmente, realmente divertido.

Como um fãs antigo de Hip Hop, como se sente por ser uma figura na cena do rap actualmente?
Travis Barker: Aparentemente, eu tenho mais em comum com rappers do que com alguns idiotas na música rock. Sempre foi natural para mim. E sou um enorme fã. Sempre que eu recebo uma oferta ou oiço um cara como Wayne para me mostrar uma mixtape, é tipo “Porra!” Fico sempre lisonjeado. Totalmente honrado, feliz, ou algo assim.

Voltando á música rock, qual é o estatuto do próximo álbum dos Blink-182?
Travis Barker: Vamos começar assim que eu apresente o meu álbum solo. Esse é o nosso próximo passo. Sem mais turnês. Sem mais concertos. Vamos estar em estúdio até o lançar-mos.

Reflectiu sobre como vai soar? Houve uma diferença notável entre o seu último LP e os registos anteriores do grupo Blink.
Travis Barker: Tudo o que eu fiz entre a altura em que parámos (o grupo Blink) as coisas até agora definitivamente irá influenciar o que irei fazer no futuro. É tipo, gostamos do último álbum: sem restrições, sem fronteiras. Nós pretendemos imaginar que é sempre o nosso primeiro álbum de sempre. O último, não teve nada tipo um erro ou ideia errada. Expressar-se, gravar as coisas e ver o que sai.

Que tipos de temas você antecipa que “saia” mais vezes?
Travis Barker: Acho que tudo vem depois da música estar criada e de nos sentarmos e decidir sobre o que vamos escrever, ou sobre como a faixa vos irá fazer sentir. Mas, no que toca á música, há tantas batidas, ritmos e coisas que você nunca tocou. Eu nem sequer sei o que esperar. Nunca será totalmente diferente do que se espera dos Blink, mas vamos definitivamente explorar novos sons. Estou empolgado.

Alguma vez os fãs do rock lhe criticaram por experimentar outros géneros?
Travis Barker: Há muitas partes de mim, e se alguns fãs não gostam de todas elas, Ok por mim. Vejo pessoas que ficaram irritadas quando eu toquei nos Grammys com Wayne, Drake e Eminem. Foi um dos pontos altos da minha vida e eles ficam tipo “Pare de tocar essa merda do rap” Sabe o que quero dizer? É tipo um “Vai-te foder”. Abram os olhos. Abram os ouvidos seus bastardos nazis. Não sejam uma mente fechada. Não há nada melhor do que sair com o Bun B e ouvi-lo a dizer-me que está ouvido Radiohead. Sempre fui uma criança confusa e nunca evoluí nesse aspecto. Ouvia todo o tipo de música e ninguém me julgava por isso. E, se o fizessem, eu dizia-lhes para se irem foder.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Entrevista com Slaine


A segunda entrevista do blog é com Slaine, rapper underground nascido em Boston membro dos grupos La Coka Nostra e House Of Pain. Além de rapper também é actor, já trabalhou duas vezes com Ben Affleck.


Bairo Do Rap: A sua carreira no rap começou entre 2002 e 2003, como foi o início?
Slaine: Não penso que houve um ponto de partida específico, comecei escrevendo rimas em 1986, e rimei num palco pela primeira vez em 1996. Entrei em estúdio no fim dos anos 90 e por 2000 já fazia concertos. Mas o meu primeiro single, que era apenas uma demo, saiu em 2002. Durante esses 16 anos, eu estava sempre aprendendo e divertindo-me fazendo algo que eu adorava, que era tentar ficar melhor diariamente. Acho que o salto para me tornar um MC profissional começou com a minha experiência a ser pago por aqui ou por ali, e decidi que era nisso que eu iria trabalhar e fazer minha profissão. Na fase inicial eu gastei todo o meu tempo em actividade para conseguir,  como rapper, foi a primeira vez que se tornou stressante ou em que senti pressão. Houve muita incerteza e dificuldade quando eu comecei, e não posso dizer que isso já se resolveu. As minhas dificuldades como não ter carro ou dinheiro para por comida na mesa não são os mesmo, mas acho que há um outro nível de problemas, pressões e espectativas que vêm em conjunto com a minha actual carreira.


Bairro Do Rap: Teve alguma disputa lírica com outro rapper?
Slaine: Não, se tivesse problemas com outra pessoa, não iria batalhar com ela com palavras. Confrontava-a cara-a-cara sobre as suas acções e prosseguíamos a partir daí. Algumas vezes, vira para um confronto físico, outras não.


Bairro Do Rap: Quais são os artistas que mais o influenciaram como rapper?
Slaine: Bem, penso que todo o que você ouve, o influencia de uma maneira ou de outra que poderá ser positiva ou negativa. E penso que também é muito subconsciente. Os meus artistas favoritos são provavelmente, os mesmos de muitas pessoas, no que toca a rappers.



Bairro Do Rap: Como vê o rap de Boston?
Slaine: Acho que é forte. Tem muitos grupos e estilos diferentes, e nessa área está muito interesse no que toca á música Hip Hop. Tem pessoas que querem ouvir boa música, como em qualquer lado, e querem serem representados através da música. É dever dos artistas ligar esses canais e  é assim que qualquer cultura local é formada e penso que há artistas que criaram muitas culturas com sucesso a vários níveis.


Bairro Do Rap: Um dos grupos do qual é membro, La Coka Nostra, lançou um grande álbum em 2009, com colaborações como Bun B ou Snoop Dogg, eles são rappers mainstream mas você é um rapper underground. Qual é a sua opinião sobre o mainstream?
Slaine: Não gosto necessariamente de grande parte da música que é mainstream actualmente, mas eu não decido o que gosto e o que não gosto baseado em como vende. Isso vai em ambas direcções. Não desgosto de algo só porque não vende bem, mas também não desgosto só porque se torna popular. Gosto do que gosto. Os dois artistas que você mencionou fizeram muito material clássico no que toca a Hip Hop e têm talentos incríveis. Não acho que há dúvidas quanto a isso. No que toca a música Hip Hop manistream em geral, acho que é falsa, é descartável na maior parte e realmente carece do que eu procuro como ouvinte.
   

Bairro Do Rap: Na sua opinião, quais são os seus pontos fortes e fracos quando faz música?
Slaine: Acho que trabalhei para me fazer forte em todas as áreas desde a maneira de falar e jogos de palavras para controlo de respiração, projecção e performance. Não estou satisfeito com o meu actual nível de habilidade em qualquer das áreas. Acho que os meus vídeos ainda não são como eu queria que fossem. Eu tento sempre melhorar.


Bairro Do Rap: Você não é apenas rapper como também é actor. Pensa que todos podem ser actores?
Slaine: Não, claro que não. Acho que é como qualquer outro talento… algumas pessoas têm talento para isso, e a partir daí é desenvolver esse talento e trabalhar para torná-lo melhor para que possam usá-lo como uma ferramenta para se expressarem artisticamente com menos limites.



Bairro Do Rap: Você esteve em filme com Bem Afleck, “Gone Baby Gone” e “The Town” qual é a sua relação com essa estrela do cinema?
Slaine: Penso que ele é um talento surpreendente e tive sorte por me terem dado uma oportunidade de fazer parte de ambos os filmes que ele dirigiu até agora. A oportunidade que ele me deu abriu muitas outras portas para mim e permitiu-me ter uma carreira como actor. Considero-o um amigo e um mentor.   


Bairro Do Rap: O lançamento do seu álbum “A World With No Skies” está sendo sempre adiado, porquê? Tem haver com a participação em “The Cape”
Slaine: Não foi relacionado com o “The Cape”… Eu gravei o episódio numa semana. Tem mais haver com a reconstrução do novo álbum porque tive problemas com os samples e o álbum vazou. Será uma versão diferente do álbum que será lançado em Maio.


Bairro Do Rap: Tem expectativas em relação ao álbum?
Slaine: Espero gostar e que me represente como artista, seria tolo da minha parte se esperasse outra coisa porque eu não consigo controlar como correm as vendas ou se as pessoas irão ou não gostar.


Bairro Do Rap: Em que partes do mundo prefere fazer concertos?
Slaine: Até agora já actuei em todas as partes do mundo, e a qualquer lado que fui estava sempre uma multidão viva e com boa energia, foi uma boa experiência. Adoro actuar na minha terra natal, Boston,  porque não consigo dormir na minha própria cama depois do concerto.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Entrevista com Lord Lhus



A entrevista estava planeada para ser com o rapper Block McCloud, mas infelizmente ele não pode comparecer, supostamente por falta de tempo. Porém, consegui entrevistar outro rapper underground, Lord Lhus. Nesta entrevista poderemos ver os pensamentos de Lord Lhus sobre o mainstream, as suas influências no Hip Hop ou comentários sobre o seu próximo álbum.
Lord Lhus, ou The South Carolina Stalker é um rapper oriundo da Carolina do Sul, o seu estilo de rap baseia-se no hardcore, horrorcore e underground, é membro dos grupos Bloodline, Savage Brothers, Scykotikz e Grindhouse Gang e é afiliado com Snowgoons, Savage Brothers, Sicknature e Psych Ward. Lançará o seu primeiro álbum solo em 2011.


Bairro Do Rap: No som “Deadly Remedy” pelo grupo Bloodline, você disse “Fuck you mainstream motherfuckers” (“Vão-se fuder seus filhos da puta mainstream”). Pode explicar esta frase? Qual é a sua opinião sobre o mainstream?
Lord Lhus: Yeah, fodam-se os filhos da puta do mainstream! Odeio todos os que lhe pertencem (mainstream).


Bairro Do Rap: Mas porque os odeia?
Lord Lhus: Porque quando você é parte da mídia "mainstream" você é propriedade...você tem de fazer o que a sua gravadora diz e eu sou dono de mim mesmo, faço o que quero e digo o que quero e isso nunca irá mudar.... por isso é que serei underground para sempre.


Bairro Do Rap: Você já fez álbuns como o do grupo Bloodline, “Let the Blood Spill” e com os Snowgoons e Savage Brothers, “A Fist in the Thought” mas “Fuck You Lord Lhus” será o seu primeiro album solo. Como está indo o projecto? Que expectativas tem para o álbum? Sabe de alguma data de lançamento? E pode fazer uma preview do álbum?
Lord Lhus: Sim, eu tenho alguns grupos com quem eu trabalho e sempre irei mas “Fuck You Lord Lhus” irá ser a minha estreia solo. Tenho altas expectativas para este álbum! Já acabei e está em processo de mixagem. Preparem-se para um clássico. Eu abordo qualquer ângulo neste álbum… hardcore/horrorcore/merdas da vida real/merdas descontraídas. Estará lá tudo.


Bairro Do Rap: Está alguém confirmado para o álbum?
Lord Lhus: Tenho algumas parcerias confirmadas: Reef The Lost Cauze, King Magnetic, Matt Maddox, Ghettosocks e mais!


Bairro Do Rap: Antigos afiliados seus como Snowgoons, Savage Brothers ou Bloodline estarão no álbum?
Lord Lhus: Não, nenhum deles estará no álbum.... tenho um álbum com os Snowgoons e Savage Brothers que será lançado logo a seguir ao meu.


Bairro Do Rap: Ouvi falar de que Outerspace e Equinox tiraram o seu verso do som “Warpath” e você já provou não gostar dos rappers mainstream, os fãs irão ver uma “diss track”?
Lord Lhus: Não, não vejo necessidade de fazer diss para os caras… esse tempo já passou de qualquer maneira e é tempo de passar em frente… mas sim, foi um movimento gay por parte do Outerspace ter me tirado da faixa, mas é dinheiro sem nada em troca pois eles pagaram-me pelo verso e agora eu posso utilizá-lo de novo ahah.


Bairro Do Rap: Eu considero pessoas como você, Sicknature ou Snowgoons uma pequena parte do Hip Hop – o bom. Acha que o Hip Hop de verdade está morrendo?
Lord Lhus: Sim, esteve morrendo, mas agora temos-me a mim, Snowgoons, Sicknature, Savage Brothers, Bloodline.


Bairro Do Rap: Admito que não conheço o rap da Carolina do Sul, você também é conhecido por The South Carolina Stalker, como descreve o rap da Carolina do Sul?
Lord Lhus: Eu sou rap da Carolina do Sul...por aqui todos fazem essa treta crunk, tenho pensado em tentar mudar o panorama do Hip Hop na Carolina do Sul.


Bairro Do Rap: Em que areas você se dá melhor?
Lord Lhus: Na Europa dou-me realmente muito bem, Canadá também é bom, mas os Estados Unidos estão mortos pelo menos para mim.


Bairro Do Rap: Quais são as suas influencias no Hip Hop? Pode nomear 5 melhores rapper e 5 melhores produtores?
Lord Lhus: Rappers: Reef The Lost Cauze, Rakim, Copywrite, Non-Phixion e Slaine. Produtores: Al’tarba, DJ Premier, Eternel, Snowgoons e Sicknature.


Bairro Do Rap: "Global Domination" foi um grande vídeo. Planeia ter quantos vídeos no álbum?
Lord Lhus: Apenas 2 vídeos para o meu álbum solo… um será lançado dentro de poucas semanas chamado “L.H.U.S” e o próximo será lançado mais tarde pelas ruas da Carolina do Sul.


Bairro Do Rap: Muito obrigado por esta oportunidade.
Lord Lhus: Obrigado pelo apoio mano.