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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Review do álbum: Bad Meets Evil - Hell: The Sequel


Título: Hell: The Sequel
Artista: Bad Meets Evil  (Eminem e Royce Da 5'9")
Duração: 37:18 minutos
Gravadora: Shady Records, Interscope
Produções: Eminem, Mr. Porter, Havoc, Magnedo7, Supa Dups, Jason "JG" Gilbert, Sid Roams, Bangladesh, Sonti "branNu" Brown, The Smeezingtons, Battle Roy, Tony "56" Jackson e DJ Khalil.
Participações: Mike Epps, Bruno Mars, Slaughterhouse.


Por HipHopDX
Eles podem ter passado pelo inferno separadamente mas, abençoado seja o Hip Hop quando eles estão juntos.

Eminem e Royce da 5’9 tem passados por alguns baixos nos últimos anos, recentemente, eles tem voltado aos seus momentos de auge. Com  Royce tendo assinado com a Shady Records como parte do grupo Slaughterhouse, é o correto ver que eles celebraram esta parceria com o lançamento do "Hell: The Sequel", o mais novo EP do grupo Bad Meets Evil. Por sorte, os anos de activo e de colaborações entre os dois não diminuiu seus desempenho e o recente EP funde totalmente o talento dos dois MC’s, o que nos atrai a ouvir o som deles.

Por um lado particular, Eminem pensa que este EP nos faz recordar o antigo Shady e as suas origens de batalha de rap. Assim como muitos outros álbuns, o lado natural deste projeto secundário permite que o Eminem se deixe levar pelas experiências de cada canto de sua alma e apenas ver coisas boas (“I’m On Everything”), e ensinando as crianças sobre violência (“A Kiss”). Não há muitas duvidas sobre as habilidades de Eminem no geral mas,aqueles que talvez consideram este EP como “além de versos”, podem ficar tranqüilos.

Também não deveria ter duvidas algumas sobre as habilidades de Royce, sendo sincero, ele se superou nesta parceria. Ele tem feito versos excelente, assim como o Eminem, mesmo em “The Reunion” no qual inicialmente parece ter sido feita especialmente para os versos grotescos do Slim Shady com suas rimas e versos pesados. Royce fica afiado neste espírito competitivo de amizade, carregando os restos agitados dos Slaughterhouse , “Loud Noises”, ele nunca se sentiu tão grande.

Tem algumas músicas que nos fazem sentir em outro lugar, particularmente, o “Lighters” um pop que nos parece familiar para qualquer um que já tenha escutado os refrões de Bruno Mars. Este tipo de coisa ganha espaço no álbum do Em, mas parece ser uma tática desnecessária para um EP que é mais do que um simples presente para os fans do hardcore do que uma tentativa para um estatuto de platina.

Não há dúvidas sobre o futuro que espera por estes dois que no passado esteve tão complexo. Mas milagrosamente, seus planos continuam envolvendo colaborações ocasionais. Eminem e Royce Da 5’9 são perfeitamentes capazes de se manterem em suas posições, mas está claro após estes anos, que eles se inspiraram mutuamente, um no outro. 

Eles podem ter passado pelo inferno separadamente mas está claro que a beleza do Hip Hop se manifesta quando os dois estão juntos.

Nota AllHipHop: 9/10
Nota HipHopDX: 4/5
Nota XXL: 4/5
Nota Rolling Stone: 3/5
Nota Allmusic 4,5/5

Bad Meets Evil - Fast Lane (2011)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Review do álbum: Kendrick Lamar - Section.80 (2011)


Título: Section.80
Artista: Kendrick Lamar
Duração: 59:24
Gravadora: Top Dawg Entertainment
Produções: THC, Sounwave, Tommy Black, Tae Beast, Willie B, Terrace Martin, J. Cole e Dave Free
Participações: Ab-Soul, BJ The Chicago Kid, Ashtrobot, ScHoolboy Q, GLC e Colin Munroe

 
Por: HipHopDX
Este cara de 23 anos de idade pode estar procurando por respostas. Mas a jornada permite-lhe encontrar um dos mais impressionantes álbuns do ano com o "Section.80".

“Eu perdi 23 anos da minha vida, procurando respostas, até que um dia eu dei conta que eu tinha de me erguer comigo mesmo.” Kendrick Lamar diz sobre o album, "Section 80". Os nativo de Compton, Califórnia lançou um dos mais afiados e melhores álbuns – um testamento com rimas e um estilo astucioso, com uma produção sólida e com rimas cortantes. Sua jornada por respostas parece ter levado ele a achar muito mais.

Através da introdutória musica “Fuck You Ethnicity”, Lamar mostra uma perspectiva de intriga. Com uma introdução de piano, ele mostra linhas divisórias conscientes que podem ser obscuras para as pessoas. Esta conscientização também inclui uma lição sobre as violências domésticas que se pode ouvir no sombrio “No make up (Her Vice).”. Em um lado diferente é mostrada a firte escrita de Lamar no potente som “Keisha’s Song (her pain)” onde ele descreve a jornada de uma moça que viaja após ter sido vítima de abusos sexuais durante sua infância. “Sure enough, don’t see a dime of dirty dollars / Just give it all to her ‘daddy’, but she don’t know her father,” ele rima através da assombrosa musica. Este tipo de narração obscura faz com que Lamar fique íntimo e mostre a habilidade que ele quer que as pessoas oiçam.

Enquanto ele mostra uma aptidão por observar as pessoas ao seu redor, ele prova que também pode rimar dentro de um espelho. Mostrando isso no som com a colaboração de RZA,“Ronald Regan Era”, onde fala sobre as questões ambientais que o pequeno Lamar viu quando estava na adolescência. “Poe Man’s Dream (His Vice)” também fala nisso: “I used to want to see the penitentiary way after elementary / Though it was cool to look the judge in the face when he sentenced me / Since my uncles was institutionalized/ My intuition had said I was suited for family ties..Heaven or hell, base it all on my instincts / My hands dirty, you worry about mud in your sink.”

Na “Ab-Souls Outro” ele encontra-se falando sobre a sua geração e suas metas: “Eu não estou do lado de fora olhando pra dentro. Eu não estou dentro olhando para fora”, ele complementa. “Estou morto no meio, olhando ao redor”, ao fazer isso ele também mostra que ele pode ir além.

Extremos chocam no álbum: “Spitefil Chant”, “Rigamortus” e “Blow My High” parecem uma coisa sem lugar no álbum. As musicas não são terrivelmente assombrosas, mas se destacam ao longo de seu álbum, elas também se erguem pelas falsas razões. Mas, as qualidades superam os defeitos. Escutar as buzinas do “Hol’Up’ ou as teclas do piano em “No make-Up(Her Vice)” todas as reclamaões são abafadas ou mudas.

“Y’all be calling it hip hop,” ele rima “I be calling it Hypnotize.” Talvez é apropriado que ele se deixe levar pelo album no que irá ajudar a definir a narrativa do Hip Hop para 2011. Este rapaz de 23 anos de idade vem procurando por respostas, mas definitivamente sua jornada faz com que ele lance um dos seus melhores álbuns com o "Section 80".

Nota HipHopDX: 4/5

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Review do álbum: Game – The Documentary (2005)


No fim de 2004, não existia na cena nenhum rapper da West Coast que conseguisse manter o “West Side Style”, forte na cena do rap americano. Embora artistas como Ice Cube e Snoop Dogg sempre tenham sido presentes, o público sentia que faltava algo, algum tipo de “sangue novo”. Nesse momento, um rapper novo vindo de Compton (lar das origens do gangsta rap do fim dos anos 80, de onde veio o grupo NWA) começava a chamar a atenção.

Jayceon Terrell Taylor, ou Game, foi baleado em 2001 na sua área onde se verificava tráfico de drogas, ficou dois dias em coma, e determinado a mudar de vida, começou a trabalhar em mixtapes que chegaram aos ouvidos do Dr. Dre (dispensa apresentações).

Após 4 anos de trabalho, em 18 de Janeiro de 2005 saiu o álbum “The Documentary”, que conta com produções de Dr. Dre, Kanye West, Just Blaze, Cool & Dre e Timbaland, vocais de 50 Cent, Nate Dogg, Eminem, Mary J. Blige, Busta Rhymes, Faith Evans entre outros.

O álbum é considerado um clássico do rap, e traz os principais itens do rap West Coast, é um álbum de rua, e vale a pena ouvir. Aqui um review de todas as faixas:

1. Intro: A intro do “The Documentary” é bem trabalhada e é difícil imaginar uma intro que combine mais com esse álbum. Lembra a introdução de algum programa de TV dos anos 80. Como diz a voz “A qualidade de sua vida depende inteiramente da sua capacidade para jogar o jogo”

2. Westside Story: O que é necessário pra se dizer q um rap é pesado e com estilo West Coast? Beat pesado? Letra forte? Refrão gangsta? Essa música tem essas e as outras características, que quem gosta de um bom rap pesado busca. Beat simples e completo, com as características de um bom trabalho do Dr. Dre, refrão do 50 Cent e uma letra no puro estilo West Side. Na linha ”I dont do button up shirts or drive Maybacks” (algo como “agora não vou abotoar a camisa ou dar um role de Mayback”), ficou a dúvida se a linha era um ataque ao Já Rule ou ao Jay-Z.

3. Dreams: Essa faixa é uma das pérolas do álbum, mostra toda a qualidade e estilo de um beat do Kanye West, com um sample muito bem utilizado, e a habilidade lírica do Game, que mostra do que é capaz, contando as histórias da própria vida, citando momentos importantes. O tipo de faixa pra por no fone, fechar os olhos e curtir

4. Hate It or Love It: Essa faixa representa a excelente combinação entre o estilo do Game e do 50 Cent. O beat é envolvente, bem sampleado, e o refrão é ótimo, fica preso na cabeça, a letra passa uma idéia forte.

5. Higher: Esse som é pesado, o puro som de rua, o beat é simples e viciante, o refrão é daquele tipo que não sai da cabeça

6. How We Do: Essa faixa é uma das principais do álbum, um verdadeiro clássico do rap. Um beat do Dr. Dre com puro estilo Old School, lembra os sons dos anos 80, mas de um modo renovado, bem hardcore. 50 e Game fizeram uma combinação perfeita nessa faixa, e talvez esse seja o motivo que faz com que muitos dos fãs sonhem ver eles juntos de novo. O rap perfeito pra ouvir seja no carro, na festa, na rua ou sozinho com fones, fechar os olhos e cantar “THIS IS HOW WE DO!!”

7. I Don’t Need Your Love: Feche os olhos. Sim, esse é o tipo de faixa que é boa de ouvir de olhos fechados. Muito bem produzida, a letra, a interpretação e o flow merecem ser reconhecidos por serem bem trabalhados, Game sabe expressar bem suas experiências de vida nessa faixa. E o refrão merece destaque, a voz da Faith Evans ficou perfeita nessa faixa. Música muito envolvente.

8. Church For Thugs: Você ainda duvida que esse álbum é feito para a rua? Então ouça essa faixa, beat bem hardcore no puro estilo Just Blaze, e claro, Game mandando os versos clássicos que definem seu estilo

9. Put You On The Game: Sabe aquele som que você ouve e diz “cara, essa faixa é pesadona”? Então é disso que essa faixa se trata. Uma das melhores do álbum (se não a melhor), é muito bem trabalhada, no beat que considero o melhor que o Timbaland já fez. Com um refrão como “eu te mostro onde os bloods estão, e onde os crips estão” da pra explicar por que esse “blood nigga” sabe falar com a rua. Embora hoje o Timbaland seja consagrado como um produtor mais pop, essa faixa prova a capacidade dele de fazer um puro som gangsta.

10. Start From Scratch: Mais uma pérola do álbum, dá pra notar que o Game estava bêbado quando gravou, pela voz, e pelo flow arrastado, a gravação saiu bem natural. O beat é bem simples e completo, o refrão é muito envolvente.

11. The Documentary: A faixa título do álbum é um “documentário” sobre o hip hop e sobre a vida do Game. Cita vários álbuns clássicos do rap no refrão, como “All Eyes on Me” (2pac), “Illmatic” (Nas), “Death Certificate” (Ice Cube), “Reasonable Doubt” (Jay-Z), “DoggStyle” (Snoop Dogg), “Chronic” (Dr.Dre) e “Ready to Die (Notorious B.I.G.), são alguns dos álbuns que mais influenciaram o estilo do Game. Ele cita no segundo verso, sobre a linha da “Westside Story” que muitas pessoas acreditaram ser uma indirecta ao Jay-Z.

12. Runnin: “With 99 milles left” (com 99 milhas faltando), Game começa o verso citando o clássico do NWA “100 Milles and Runnin”. É uma das principais características dele, esse tipo de citações. Essa faixa tem um refrão que fica preso na cabeça, excelente. Conta com participação do Tony Yayo, pra contribuir com a excelência dessa faixa, flow bem trabalhado, beat muito bem produzida, tudo bem combinado pra criar mais um clássico.

13. No More Fun And Games: Essa é a faixa com a pegada mais rápida do álbum. Produção do Just Blaze, e nessa faixa, Game cita outro clássico do NWA, “Gangsta Gangsta”. Som rápido e movimentado, excelente até pelo menos ”2 seconds before the song finish”, último verso da faixa.

14. We Ain’t: Combinação lírica perfeita com dois dos melhores, Eminem é o destaque de faixa. O próprio Game diz “Chame o Dre pro telefone rápido, diga que o Em me matou no meu próprio bagulho”, mas a real, é que a letra dos dois é quente, o flow é excelente.

15. Where I’m From: Mais um hino para as ruas (é disso que o álbum como um todo se trata), mais um som clássico, que traz toda a essência da West Coastz Nate Dogg no refrão, um beat bem no estilo Los Angeles, letra gangsta, o que mais é necessário pra fazer o som que as ruas adoram?

16. Special: Essa música meio que “quebra” o estilo que o álbum segue até aqui. Uma faixa num clima totalmente diferente das outras. É uma excelente música, mas se alguma se fosse necessário tirar uma faixa do álbum, sem duvida tinha que ser essa.

17. Don’t Worry: Special não é fraca por ser uma faixa mais de amor. É fraca por não ter muito a ver com o resto do álbum. Diferente dessa, que é uma das melhores músicas do CD. Combinação perfeita entre o estilo gangsta, e o som de amor, a voz da Mary J Blide se encaixou perfeitamente, é difícil imaginar essa musica com outra pessoa no refrão.

18. Like Father, Like Son: Para fechar o álbum, essa faixa incrível, conta a história do nascimento do primeiro filho do Game. Provavelmente é, liricamente, a melhor faixa do álbum, o tipo de música para viajar. No beat dela, feito pelo Buckwild (já trabalhou com artistas de 50 Cent até Nas), o destaque é o incrível uso de um sample de violino, que impressiona quando ouvido com atenção. A voz do Busta Rhymes se encaixou perfeitamente na música, criando um dos melhores rifões do álbum. Excelente faixa para finalizar um clássico do rap.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Review da Mixtape: Game – Purple & Patron (2011)



Review por: HipHopDX

Se Game está oferecendo musicas como essas de graça, imagina como será o R.E.D?


Se tem uma coisa que Jayceon Taylor  não consegue, é não se importar com o que as pessoas pensam. Mas agora com Purple & Patron ele chegou ao ponto musicalmente. Essa oferta de Game é talvez o seu trabalho mais arriscado, porém mais brilhante até a data. Enquanto Game ocasionalmente concertou com manipulações de samples (ou seja, “One Blood” com JR Reid), desta vez seu foco é mais direto e as colaborações estão bem colocadas.

Faixas como “The Kill”, onde Cool & Dre produz com La Roux assombrando no refrão, mostra como Game mostra sua qualidade lírica com uma boa produção. RZA produziu “Heart Breaker” (que foi retirada) mostra Game trocando silabas como um campeão. Se “Breake Lights” é Game mostrando seu puro Hip Hop na mixtape, então Purple & Patron é algo experimental. Isso não quer dizer que Game está saindo do Rap tradicional.

Ele ainda faz homenagem em “History” citando os lendários Doug E. Fresh, Big Daddy Kane e KRS-One.
KRS One spits like / Doug Fresh beatbox like / And you know that Kane spit like / And that’s the reason Game spits like." “Ferrari Lifestyle” com Fabolous e “Taylor Made” com Wiz Khalifa mostra a destreza de Game em meio a outros rappers hábeis.

Enquanto Purple & Patron é recheado de qualidade assim e nem é seu álbum tão aguardado, imagine como será então o R.E.D. Album?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Review da MTV aos últimos anos de Eminem


É possível que Eminem esteja planeando voltar para a tela grande no próximo ano no filme de boxe inspirado em 8 Mile” com o nome Southpaw”. Porque como Rocky (Balboa) depois dele se ir abaixo tantas vezes naquela série de filmes, Marshall Mathers parecia que ia ficar sem gás em 2009 apenas para invadir todo o caminho de volta, e então alguns, em 2010, escrevem um de seus anos de melhor e pior até agora.

Até agora quando artistas mais jovens como Justin Bieber, Kanye West e Lady Gaga confiam na media social, uma blitz vertiginosa de aparições promocionais e shows, e uma máquina de promoção sem parar para manter as suas carreiras estáveis, o caminho de retorno para o topo da pilha musical de Eminem foi decididamente da velha escola: ele lançou um álbum de grande recuperação que está emocionalmente ligado com os fãs graças a algumas das canções mais pesadas de sua carreira, enquanto mantém uma personalidade esquiva, que os manteve confusos.

“No Recovery, ele foi realmente capaz de perfurar nas coisas de 2002 que as pessoas amaram em '8 Mile ' disse o editor chefe da Complex, Noah Callahan-Bever. “E eu acho que o facto de que ele não é experiente em tecnologia, ou qualquer das coisas que realmente não irão machucá-lo, porque ele é capaz de cultivar um pouco de mistério sobre si mesmo nas suas idas e vindas. Essa exclusividade cria mais valor a sua presença limitada”.

Enquanto sons como o primeiro mega single “Not Afraid” e a inesperada colaboração com Rihanna em “Love the Way You Lie” foram ficando em casa a casa, tocados na rádio, Em fez apenas algumas aparições promocionais, actuou apenas em algumas datas, incluindo os shows Home and Home com Jay-Z, e conseguiu manter o ar insondável de si mesmo enquanto colocando-se os melhores números de vendas de qualquer álbum lançado em 2010. Quanto menos que você o vir, mais você quer vê-lo.

“Eu penso que obteram um tipo de benefício por causa da história de fundo por trás do álbumJulianne Escobedo Shepherd, ex-editor executivo do The Fader falou sobre o drama em torno tentativa do segundo retorno de Slim Shady após cinco anos no exílio, induzido por drogas e da recepção mais-ou-menos de Relapse. E o seu regresso de um mau álbum... essa coisa toda dos comprimidos, e eu acho isso meio que juntou ao seu mistério. algo a ser dito pelos rappers que têm um trilião de seguidores no Twitter, mas, ao mesmo tempo em que tipo de não querer ser capaz de dizer o que quiser para o rapper favorito. Eu acho que ele meio que manteve a integridade da mesma forma que ele precisava de um rapper mais velho”.

Colocar uma data de versos tem sido um movimento utilizado em recém-chegados como Drake e Minaj Nicki como uma forma de estabelecer a sua marca. Mas Marshall emprestou essa página da nova geração e fez parecer clássico por ser muito selectivo sobre quais músicas a que ele emprestou sua voz. E, quase sem excepção, todas as escolhas que ele fez resultaram um clássico instantâneo, a partir de seu verso assassino no Forever” de Drake a um dueto sólido com Lil Wayne em “Drop the World”, algumas barras saborosas no Airplanes” de B.o.B e uma aceno para os miúdos novos no bloco no Roman's Revenge” de Nicki Minaj.

A maioria de seus colegas parecem acreditar que mais é mais - mais apoio, mais produtos, mais entrevistas, mais convidados em suas faixas resultam em mais vendas - e até Eminem saiu como o veterano astuto que dispara tiros com alta percentagem de acerto, enquanto o resto do grupo tem disparado rajadas infinitas.

“Quando Eminem se foi embora, apareceu o sentimento ‘Bem, o mercado inteiro vai-se embora. Todas essas pessoas dispersando-se e ninguém estará pronto para quando ele estiver pronto a voltar’” disse o crítico de música do New York Times, Jon Caramanica sobre a excitação do grande rapper voltar a estar em forma “E o
que eu acho que você percebe que este ano todas essas pessoas foram como células adormecidas e depois activadas. De repente ‘Oh, Eminem voltou. Ok vamos comprar outra vez um CD seu. Eu não tive ninguém em que eu sentisse que queria comprar pelos últimos dois ou três anos; agora acho que posso dever isso ao Eminem’”.

O que também ficou claro este ano, disse Caramanica, é que, diferentemente do flash que rappers têm ou actos mainstream cuja audiência não cresce com eles quando eles amadurecem, os fãs de Eminem tem sido fieis, mesmo quando ele pegou numa nova geração de seguidores, graças a canções mais acessíveis. A evidência dessa tendência pode ser vista no facto de que, meses depois de seu lançamento, “Recoveryficou ainda rotineiramente pendurado ao redor do top 20, top 10, no gráfico de álbuns da Billboard, uma indicação de que novos fãs estão sendo trazidos a bordo a cada semana .

Essa abordagem lenta e constante foi uma medida que claramente valeu a pena, como Eminem ganhou dois VMA (de oito nomeações) em Setembro e terminou o ano com um carregamento de 10 principais indicações para o Grammy e um lugar número 2 na contagem da MTV News' Man of the Year. Você pode estar certo que quando os Grammys forem entregues em Fevereiro, o nome de Marshall será mencionada algumas vezes, porque se há algo a Academia de Gravação (quem atribui os Grammys) ama, é um retorno.

domingo, 7 de novembro de 2010

A Treta Cabal/ Emicida


Um dos assuntos mais comentados no hip hop brasileiro atualmente, é a treta entre o Rapper Cabal (autor do hit "Senhorita") e o Rapper Emicida (atual fenomeno do rap nacional, campeão de batalhas de frestyle, autor de musicas como "Triufo" e "Avoa Besouro").
a richa entre eles é antiga, temos aqui uma batalha entre os dois:


Emicida costuma mandar alguns Jabs de vez em quando contra o Cabal, eventualmente o Cabal responde.
A algumas semanas atraz, Emicida escreveu uma carta aberta ao publico, divulgada no orkut, onde fala de sua parceria com a banda de rock "NX-Zero", no Remix da musika Só Rezo:


A Parceria surgiu mesmo apos Emicida ja ter feito citações em que demonstrava não gostar do trabalho do grupo. Na Carta, ele diz que evoluiu a maneira com que pensa, e deichou de ter preconceito com o trabalho do NX-Zero, que convidou Emicida, entre outros rappers para participar do novo projeto paralelo da banda.
Na carta divulgada no orkut, Emicida tambem diz: "oque acho triste é que aquele artista que me recuso a citar, não conseguiu reproduzir o estouro de seu primeiro hit e oque lhe restou foi tentar puxar as pessoas para a lama, isso é mais comodo do que rever seus conceitos para evoluir.", trecho que, entre outros, pode ser interpretado como uma mensagem para o Cabal.
Fato, é que semanas depois, Cabal divulgou uma carta tambem aberta ao publico, onde fala unicamente e diretamente com o Emicida. Na carta, ele reconhece a capacidade do Emicida, porem diz que o Rapper hj faz parte do que ele tanto criticou em toda sua carreira.
Cabal propõe que eles se juntem, num evento chamado "Hip Hop da Paz", evento beneficente, com participação de artistas escolhidos pelos dois.
Ao final da carta, Cabal diz :"Eu escrevi uma letra que não quero gravar, mas se você recusar a minha oferta, vai ficar claro que você não quer o crescimento coletivo e eu vou ser obrigado a mostrar que você é um indivíduo egoísta que quer ver só o 'seu' Rap grande".
A Carta meio que soou como tom de ameaça, do tipo "Se o Emicida aceitar, quer dizer que fikou com medo, se não aceitar, quer dizer que não quer a paz".
Fato, é que a carta não foi respondida, e o Cabal lançou a Diss prometida:


Agora nos resta ver qual o proximo episodio.....